CRIME ORGANIZADO

Quadrilha que usava avião em furtos a joalherias é alvo de operação em Goiás e outros 7 estados

Ação cumpriu 83 mandados em oito estados e bloqueou R$ 13 milhões em contas ligadas ao grupo

Imagem da operação
Investigados usavam contas de “laranjas” para movimentar dinheiro e dificultar rastreamento policial (Foto: ASCOM PCBA)

Quadrilha que usava aeronave própria para furtos a joalherias e praticava golpes em todo o país foi alvo de uma operação realizada em Goiás e outros sete estados na quarta-feira (1º). A ação bloqueou cerca de R$ 13 milhões em 55 contas bancárias e resultou no sequestro de bens de luxo, com o cumprimento de 83 mandados judiciais de forma simultânea em Goiânia, Salvador, Aracaju, São Paulo, Fortaleza e Rio de Janeiro.

Com coordenação da Polícia Civil da Bahia e apoio da corporação goiana, a ofensiva mirou o núcleo financeiro da organização, que distribuía valores em contas de “laranjas” para ocultar a origem do dinheiro e dificultar o rastreamento policial.

Imagem da operação
Ao todo, 8 estados foram alvo da Operação Diamante de Sangue (Foto: ASCOM PCBA)

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Modus Operandi sofisticado

O grupo demonstrava alto preparo técnico. Nos furtos a joalherias, os criminosos realizavam levantamentos prévios dos estabelecimentos, acessavam os imóveis pelo teto e utilizavam equipamentos especializados para neutralizar sistemas de alarme. Um único crime em Salvador, no início de 2025, causou prejuízo superior a R$ 1 milhão.

Além dos ataques a lojas, a quadrilha aplicava o “golpe do aniversário” contra idosos na Paraíba e no Ceará. Sob o pretexto de entregar presentes, capturavam dados bancários das vítimas para realizar transações fraudulentas.

Logística e apreensões de luxo

A operação resultou no sequestro de bens utilizados na logística do grupo, incluindo uma aeronave avaliada em R$ 800 mil, encontrada em uma pista clandestina em Roraima, que seria usada tanto no transporte de drogas quanto no deslocamento de integrantes. Também foram apreendidas caminhonetes Toyota SW4 e Volkswagen Amarok, além de uma moto aquática avaliada em cerca de R$ 200 mil em Sergipe, adquiridas para lavagem de dinheiro e ocultação de atividades criminosas.

As apurações, que mobilizaram o Laboratório de Lavagem de Dinheiro da DEIC e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), continuam para dimensionar o volume real de recursos movimentados pelo bando. Apesar do bloqueio imediato de R$ 13 milhões, a polícia acredita que novos suspeitos possam ser identificados nas próximas etapas. Por questões estratégicas e legais, a identidade dos presos não foi divulgada.

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