INCLUSÃO

Presos fazem curso de manutenção de ar-condicionado na CPP de Rio Verde

Ensino profissionalizante nos presídios têm crescido em Goiás, segundo a DGPP

Reeducandos de Rio Verde iniciam curso de instalação e manutenção de ar-condicionado
Reeducandos de Rio Verde iniciam curso de instalação e manutenção de ar-condicionado (Foto: DGPP)

Vinte e cinco reeducandos da Casa de Prisão Provisória de Rio Verde iniciaram, na última sexta-feira (6), um curso de instalação e manutenção de ar-condicionado. Os estudos são oferecidos pela Igreja Universal nos presídios. Segundo a Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP), a iniciativa vai além de uma capacitação profissional, ela representa “oportunidade, dignidade e esperança”.

O ensino profissionalizante nos presídios têm crescido em Goiás. Em 2019, foram 2.577, conforme a DGPP e, no ano passado, 3.037. Durante o período de pandemia houve uma baixa, sendo 553, em 2020; 523, em 2021; 431, em 2022. A recuperação começou em 2023, com 707, e 2.330, em 2024.

Em relação ao trabalho, 2025 também teve seu terceiro ano consecutivo de crescimento do número de pessoas privadas de liberdade exercendo atividades laborais. No ano passado, 5.218 reeducandos e reeducandas desempenharam atividades de trabalho, um acréscimo de 6,1% em comparação a 2024, quando foram registrados 4.918 participantes.

Em 2023, eram 3.796. Ou seja, 2025 registrou um avanço de 37,4% no acumulado. Conforme a DGPP, para garantir os empregos, as frentes de trabalho incluem parcerias com a iniciativa privada (trabalho interno ou externo), municípios (trabalho externo), órgãos estaduais (trabalho externo), oficinas próprias e a utilização da mão de obra de reeducandos na manutenção e conservação das próprias unidades prisionais.

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“Somente por meio de termos de cooperação com entes públicos, nos quais a PPGO oferta mão de obra carcerária para serviços diversos, foram assinados 24 convênios em 2025. As pessoas privadas de liberdade atuam em atividades como limpeza urbana, construção civil, pintura, jardinagem, roçagem e capina, entre outras”, informa a Diretoria.

Também ocorre a geração de oportunidades de trabalho por meio do chamamento público. Em 2025, foram ofertadas 22 áreas em unidades prisionais, sendo que 13 delas já são implementadas pelas empresas vencedoras. A expectativa é de geração de aproximadamente 1,3 mil novos postos de trabalho.

A DGPP detalha que os apenados inseridos nesses galpões de trabalho não podem receber remuneração inferior a três quartos do salário mínimo vigente. Já a jornada diária varia entre 6 horas e 8 horas. Cabe ao permissionário o pagamento da remuneração.