Saiba o que é violência vicária e o que ela tem a ver com a tragédia de Itumbiara
Discussão sobre violência vicária acontece há anos no Congresso Nacional e há inclusive projeto de lei a respeito desse assunto
Na madrugada do dia 12 de fevereiro, um crime chocou Goiás: Thales Machado, de 40 anos, atirou contra os dois filhos e tirou a própria vida logo em seguida. Thales publicou uma mensagem nas redes sociais minutos antes culpando a esposa pelo crime que estava prestes a cometer, e dizendo que havia sido traído.
Ferir os filhos para atingir a mãe tem nome: violência vicária. A Defensoria Pública Estadual (DPE) usou canais oficiais nesta sexta-feira (13) para defender a necessidade de campanhas que discutam a constante culpabilização e julgamento das mulheres, mesmo quando elas são vítimas.
“A responsabilidade é sempre de quem comete a violência. Independente do comportamento, da roupa ou da voz de quem está do outro lado. E expor a mulher vítima de violência pode configurar crime”, afirma o órgão.
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“Refletir sobre a culpabilização da mulher é o primeiro passo para romper com desigualdades de gênero que perpetuam ciclos de violência”, complementa a postagem.
Discussão no Congresso
Em 2024, a deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ) apresentou o projeto de lei 3.880 com objetivo de alterar a lei Maria da Penha e incluir a violência vicária entre as definições de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Esse projeto foi relatado pela deputada federal goiana Silvye Alves na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. No momento, ele aguarda para entrar na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.