Sem louça suja: saiba o horário em que o goianiense prefere pedir comida por aplicativo
Quase metade dos pedidos de delivery em Goiânia ocorre no horário do jantar, com pico às 20h; capital é a 7ª do país em volume de demanda.
Se depender dos números, o goianiense tem preferido trocar o fogão pelo aplicativo — e a pia cheia por mais praticidade. Dados recentes da plataforma iFood mostram que o horário do jantar é o preferido na capital: 46,6% dos pedidos são realizados entre 18h e 22h, com pico às 20h.
LEIA TAMBÉM:
O comportamento ajuda a explicar o crescimento do setor na cidade. Entre 2024 e 2025, o volume de pedidos de delivery em Goiânia aumentou 19%, com todos os meses de 2025 registrando alta superior a 10% na comparação anual. No ranking nacional, a capital ocupa a 7ª posição entre as capitais com maior demanda por pedidos no país.
O domingo é o dia de maior movimento, concentrando 18% dos pedidos da semana. Somados, sábado e domingo representam cerca de um terço da demanda total. O dado indica que o delivery já faz parte da rotina da cidade, especialmente nos momentos de descanso e lazer.
No recorte estadual, entre janeiro e maio de 2025, Goiás registrou crescimento de 14% no volume de pedidos em comparação ao mesmo período do ano anterior. A base de clientes avançou 11%, enquanto o número de novos restaurantes cadastrados na plataforma aumentou 64% entre 2024 e 2025, sinalizando que o mercado segue aquecido mesmo em cenário de maior concorrência.
Entre os itens mais pedidos no app, os hambúrgueres lideram, seguidos por pizzas e açaí. Outros pratos populares incluem cortes bovinos, sushis, estrogonofes e massas.
Confira o ranking por pedidos das capitais, segundo iFood:
- São Paulo (SP)
- Rio de Janeiro (RJ)
- Brasília (DF)
- Belo Horizonte (MG)
- Curitiba (PR)
- Fortaleza (CE)
- Goiânia (GO)
- Recife (PE)
- Porto Alegre (RS)
- Salvador (BA)
Faturamento estratégico
Para os restaurantes, o delivery deixou de ser apenas uma alternativa e passou a representar parte relevante do faturamento. No Grupo Lifebox, por exemplo, o canal de atendimento já responde por 20% da receita.
“O delivery já representa 20% do faturamento do Lifebox e, em 2025, foi fundamental para impulsionar os resultados do grupo. Por isso, nossa equipe se prepara todos os dias com organização antecipada das praças, controle de embalagens, agilidade no despacho e atendimento especial aos entregadores. Assim, garantimos que cada pedido saia no tempo certo e chegue à casa do cliente com qualidade, cuidado e eficiência — mesmo nos dias de maior movimento”, afirma Silas Araújo, gestor de delivery do Grupo Lifebox.
Expansão do mercado e debate jurídico
A visita do CEO do iFood, Diego Barreto, a Goiânia na última sexta-feira (20) ocorreu nesse contexto de expansão e consolidação do mercado local. A empresa tem reforçado a estratégia de aproximação com restaurantes parceiros e discutido tendências, inovação e sustentabilidade do modelo de negócio na região.

Entre os temas que entram no debate está a discussão jurídica sobre o pedido mínimo. O Ministério Público de Goiás (MPGO) ajuizou Ação Civil Pública questionando a prática nas plataformas de delivery. O iFood afirma que o valor mínimo é definido exclusivamente pelos próprios estabelecimentos, como forma de garantir cobertura de custos operacionais e sustentabilidade financeira, especialmente para pequenos e médios empreendedores. A empresa sustenta ainda que a prática é comum no setor e afirma manter diálogo institucional sobre o tema.
O cenário indica que, além de consolidado no hábito do consumidor goianiense, o delivery também se tornou pauta econômica e regulatória na capital.
LEIA MAIS:
Projeto que regulamenta entrega e venda por delivery avança em Goiânia
Justiça de Goiás determina fim do valor mínimo em pedidos do iFood