GREVE

Servidores da Educação em greve realizam manifestação no centro de Goiânia

Servidores caminharam da Avenida Goiás até Praça do Trabalhador

Greve: Servidores da Educação realizam caminhada de reinvindicação no centro de Goiânia
Servidores da Educação fazem caminhada durante greve, em Goiânia (Foto: Divulgação/Sintego)

Há 38 dias em greve, os servidores da Rede Municipal de Educação de Goiânia realizaram uma caminhada pelo centro da capital para reivindicar o pagamento da data-base 2023, a equiparação do auxílio locomoção e o envio do novo plano de carreira. Até o momento, cerca de O ato ocorreu na manhã desta quarta-feira (08).

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), a voz era uma só: sem plano de carreira a greve continua. Com a concentração na Praça Cívica, os administrativos da educação saíram em caminhada pela Avenida Goiás até a Praça do Trabalhador.

Bia de Lima, presidente do Sintego, ressaltou que a associação está “pedindo o empenho de todos os vereadores para o compromisso com os profissionais que fazem tanto pela Educação de Goiânia”. Segundo o Sintego, uma carta será entregue na Câmara Municipal de Goiânia pedindo o apoio dos vereadores, nesta quinta-feira (09).

Propostas

No total, cerca de dez assembleias deliberativas foram realizadas pelo Sintego. As reivindicações da associações foram: Data-base 2023, equiparação do auxílio locomoção com o dos professores ((hoje é de R$300 para administrativos e mais de R$700 para professores), e o Novo Plano de Carreira com data estabelecida para ser respeitada.

No entanto, apenas duas propostas foram apresentadas pela Prefeitura de Goiânia. A primeira proposta foi o pagamento da Data-base 2023 e o auxílio locomoção de R$450. Além do auxílio locomoção e da Data-base 2023, a segunda proposta acrescentou o novo Plano de Carreira para começar a partir do dia 12 de dezembro.

No entanto, o Sintego informou que nenhuma das propostas apresentadas contemplou as reivindicações e a greve foi mantida. Em nota, a Prefeitura de Goiânia disse que segue aberta a diálogo e ressalta que garante, todos os meses, os direitos já adquiridos pelos servidores. Leia a nota completa na íntegra.

A prefeitura também disse que a capital conta com 4.917 turmas, sendo que 4.629 estão atendendo normalmente, o que corresponde a 94,14% do total. Ou seja, há 262 turmas atendendo parcialmente e 24 turmas com atendimento suspenso.

Nota Prefeitura de Goiânia

A Prefeitura de Goiânia segue aberta ao diálogo com os servidores administrativos da Educação. Foi proposto reajustar o auxílio locomoção em 50% e pagar o reajuste da data base em dezembro, bem como discutir um novo plano de carreira a partir de dezembro.

A gestão ressalta que garante, todos os meses, os direitos já adquiridos pelos servidores. Na atual administração, os administrativos foram beneficiados com a criação do auxílio locomoção de R$ 300 e com o pagamento de três datas-bases que estavam em atraso.

Além disso, a administração convocou concursados para reforçar o trabalho da categoria e criou uma comissão para reformular o plano de carreira dos servidores.

A gestão municipal informa que continuará atuando para garantir atendimento nas unidades de ensino, como ocorre desde o início da paralisação, evitando que a rotina dos estudantes e suas famílias sejam afetadas. A rede conta com 4.917 turmas, sendo que 4.629 estão atendendo normalmente, o que corresponde a 94,14% do total. Há 262 turmas atendendo parcialmente e 24 turmas com atendimento suspenso.