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Servidores públicos de Goiás podem ter reajuste salarial de 4,26% em 2026; veja detalhes

Projeto enviado à Assembleia Legislativa prevê aumento anual com base na inflação

Vista aérea do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, sede do Poder Executivo de Goiás
Servidores públicos do Executivo goiano podem ter aumento de quase 5% em readequação ante a inflação (Foto: Governo de Goiás)

Servidores públicos de Goiás vinculados ao Poder Executivo poderão ter reajuste salarial de 4,26% em 2026. Proposta do governo estadal encaminhada à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) prevê readequação nos vencimentos, subsídios e proventos, de modo a contemplar civis e militares, ativos e inativos, além de pensionistas.

O percentual proposto corresponde à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 e integra a chamada revisão geral anual (RGA), prevista na legislação. De acordo com o texto, a medida também altera a Lei nº 19.951, de 2017, que trata do auxílio-alimentação, garantindo a adequação do benefício com base no mesmo índice de reajuste.

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Servidores públicos contemplados

A revisão abrange cargos efetivos e comissionados, empregos públicos e pensões especiais de anistiados políticos. Por outro lado, não inclui servidores contratados temporariamente, empregados de estatais e profissionais do magistério estadual, que possuem regras específicas para reajuste salarial.

Impacto do reajuste salarial

Segundo o governo, a recomposição salarial já foi considerada na projeção de despesas com pessoal para os exercícios de 2026 e anos seguintes. O impacto financeiro estimado é de R$ 356,8 milhões a partir de maio de 2026, com custo mensal de cerca de R$ 44,6 milhões. Para 2027 e 2028, a previsão anual chega a R$ 535,2 milhões.

A Secretaria de Estado da Economia manifestou apoio à proposta, destacando que ela está em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, que autoriza a concessão de reajustes aos servidores.

Foto mostra deputados durante sessão na Assembleia Legislativa de Goiás (Foto: Maykon Cardoso/Alego)

Legislação específica

Em relação aos aposentados e pensionistas, a Goiás Previdência (GoiasPrev) informou que a análise considerou apenas os segurados do Poder Executivo, excluindo professores da educação básica e seus pensionistas com paridade, que seguem legislação específica baseada no piso salarial nacional do magistério.

A proposta também passou por análise jurídica da Procuradoria Setorial da Secretaria de Administração e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que atestaram a viabilidade legal da medida.

Tramitação

O texto passou, na última terça-feira (17/3) pelo crivo da Comissão Mista da Casa de Leis. Durante a votação da proposta, deputados oposicionistas criticaram o percentual proposto e cobrou a recomposição integral das perdas salariais acumuladas ao longo dos últimos anos. Os deputados também pediram maior diálogo do Governo com as categorias, destacando a necessidade de ouvir as demandas dos servidores.

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Relator da proposta na Mista, o deputado Coronel Adailton (Solidariedade) disse que compreende as reivindicações da oposição, mas ressaltou ter assinado favoravelmente à proposta tendo em vista o prazo necessário para aprovação.

“Compreendemos a posição do líder do Governo [Talles Barreto, que rejeitou as emendas feitas pela oposição] para fazer com que a matéria passe como ela veio, porque, se não acompanharmos, podemos perder o prazo e não teremos nem a data-base proposta”, argumentou Adailton. O texto foi aprovado na Mista com os votos contrários de Antônio Gomide (PT), Bia de Lima (PT) e Major Araújo (PL).