Veja a lista de bairros onde o condomínio é mais caro em Goiânia
Entre os cinco bairros com condomínio mais caro em Goiânia, somente em um houve redução do valor médio na comparação com 2025
Um levantamento feito pela Loft, empresa especializada em soluções imobiliárias, identificou os cinco bairros de Goiânia com a maior taxa de condomínio cobrada dos moradores. O topo do ranking é ocupado pelo setor Oeste, onde os apartamentos têm em média 159 metros quadrados e custam, também em média, R$ 1,3 milhão (o chamado ‘tíquete médio’). Neles, o valor médio do condomínio é de R$ 900. A boa notícia para os moradores do Oeste é que houve uma redução de 10% na comparação entre janeiro de 2026 e o mesmo mês de 2025.
Na segunda posição, mas praticamente empatado, está o setor Marista. Lá os imóveis têm tíquete médio de R$ 1,92 milhão para uma área média de 161 metros quadrados, e condomínio de R$ 890 na média. Diferente do Oeste, no Marista houve aumento nos últimos 12 meses – de 11%.

Em terceiro lugar está o Jardim Goiás, onde os apartamentos têm tíquete médio de R$ 1,25 milhão, metragem média de 128 m² e condomínio de R$ 800 na média – aumento de 14% na comparação com janeiro de 2025, ou seja: reajuste acima da inflação.
Na quarta colocação está o setor Bueno, bairro em que apartamentos têm a mesma metragem média do Jardim Goiás (128 m²) e o mesmo tíquete médio (R$ 1,25 milhão), mas um condomínio um pouco menor: R$ 720. No Bueno, o aumento da taxa média condominial foi de 11% em um ano.
Em quinto lugar está o setor Bela Vista, vizinho do Bueno, com tíquete médio de R$ 820 mil, área média de 114 metros quadrados e condomínio médio de R$ 690. A má notícia para os moradores do Bela Vista é que, dos cinco bairros que ocupam o topo do ranking, esse é o que teve o maior aumento médio de condomínio na comparação com janeiro de 2025: 15%.

O levantamento considera anúncios residenciais publicados nas principais plataformas imobiliárias digitais, tratados pela Loft para remoção de duplicidades e inconsistências. Foram analisados 4,3 mil anúncios, com recorte do valor médio de condomínio em janeiro de 2026 e comparação com janeiro de 2025.
Foram considerados apenas bairros com ao menos 100 anúncios ativos em 2026.
Peso do condomínio no bolso
“O condomínio é um custo fixo que pesa cada vez mais no orçamento das famílias e reflete tanto o padrão construtivo quanto os serviços oferecidos pelos empreendimentos. Em Goiânia, esse impacto aparece com mais força em bairros centrais, com imóveis maiores e condomínios mais estruturados”, afirma Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.
“No Setor Marista e no Jardim Goiás, por exemplo, o condomínio mais elevado acompanha imóveis com tíquetes médios acima de R$ 1,2 milhão e áreas médias superiores a 120 m², o que naturalmente encarece a taxa mensal”, explica Takahashi.