Ex de Gayer se filia ao DC e prepara candidatura à Alego
Empresária Ethienne Araújo diz que terá trajetória própria, defende pautas alinhadas à direita e afirma que não depende de padrinhos políticos
A empresária Ethienne Araújo, que foi casada por 25 anos com o deputado federal Gustavo Gayer (PL), decidiu entrar oficialmente na política. Filiada ao Democracia Cristã (DC) na última terça-feira (10), ela articula candidatura a uma das cadeiras da Assembleia Legislativa de Goiás em 2026. Nas redes sociais, ela já anunciou a pré-candidatura para os seguidores: “Estou pronta”, afirmou em um vídeo.
À coluna Domingos Ketelbey, do portal Mais Goiás, Ethienne afirma que a decisão nasce de experiências pessoais no ambiente corporativo. “Sou movida por resultados. Construí carreira com esforço, disciplina e mérito. Mesmo assim, vivi injustiças, perseguições e assédio. Isso me mostrou que nem sempre o sistema protege quem trabalha certo”, disse.
De acordo com ela, o ingresso na política é uma reação a esse cenário. “O Estado deve garantir justiça, segurança jurídica e respeito a quem produz, não acobertar abusos nem punir quem entrega resultados.” A articulação da filiação foi feita pelo presidente do DC em Goiás, Alexandre Magalhães (foto), o responsável por lançar em 2020, a então candidatura de Gayer à Prefeitura de Goiânia.
Pautas e identidade ideológica
Ethienne não esconde o posicionamento. Afirma que suas bandeiras são “claras e alinhadas à direita”. Entre as prioridades, lista combate ao assédio moral e sexual, defesa da família, meritocracia, liberdade econômica e redução do peso do Estado sobre quem produz. “Acredito em políticas públicas que funcionem na prática, não em discursos ideológicos”, declarou.
A escolha pelo Democracia Cristã, segundo ela, está ligada aos valores que diz carregar desde antes da vida pública. “Família, trabalho, fé, responsabilidade e justiça. É um partido que permite atuação com coerência, sem extremismos e sem submissão a agendas desconectadas da realidade.”
O sobrenome e o peso político
Um dos pontos centrais da eventual candidatura é o sobrenome que carrega. Ethienne não descarta utilizá-lo. “Não retirei o sobrenome Gayer do meu nome. Serei sempre a mãe dos filhos do Gustavo. Participei da história dele e nunca foi fácil”, afirmou.
Ao mesmo tempo, faz questão de marcar território. “Tenho trajetória própria, construída com trabalho, resultados e independência. Minha candidatura se sustenta no que eu construí ao longo da vida.” Sobre a relação com o deputado federal Gustavo Gayer, diz que é de “respeito e maturidade”. “Ficamos casados por 25 anos, dividimos uma vida com dois filhos e prezamos pelo bem-estar deles.”
E quanto ao apoio político? Ela evita compromissos. “O nome dele é forte em Goiás. Sei que tem peso. Respeito toda manifestação de apoio, mas não dependo de padrinhos. Quero ser eleita pela confiança das pessoas.”