Mabel pacifica relação com Caiado, mas mantém análise jurídica sobre transporte coletivo
Mesmo após divergências públicas em relação ao transporte coletivo, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel…
Mesmo após divergências públicas em relação ao transporte coletivo, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), e o governador Ronaldo Caiado (PSD) demonstraram uma relação amistosa durante a reinauguração do Terminal Praça A. À Coluna Domingos Ketelbey, do portal Mais Goiás, Mabel garantiu que não há qualquer problema entre os dois, mas admitiu que ainda está em curso uma avaliação jurídica sobre as mudanças promovidas pelo Estado na gestão do sistema. “Não temos nenhum tipo de problema com o governador, muito pelo contrário. Nosso trabalho sempre é conjunto. Isso não quer dizer que nós temos alinhamento em todos os pontos de vista”, afirmou.
O prefeito explicou que a Prefeitura solicitou um parecer técnico para avaliar a legalidade do novo modelo aprovado no fim do ano passado. “Nós estamos pegando um parecer de um jurista para ver a legalidade do que foi feito. Se não for legal, nós vamos levar ao governador e dizer que isso não pode ser feito dessa forma. Agora, se for legal, então está tudo certo”, completou.
“Nós estamos pegando um parecer de um jurista para ver a legalidade do que foi feito. Se não for legal, nós vamos levar ao governador e dizer que isso não pode ser feito dessa forma. Agora, se for legal, então está tudo certo”, completou.
A divergência tem origem na Lei Complementar nº 122/2025, sancionada por Caiado em 30 de dezembro, que estadualizou a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo, antes vinculada à Prefeitura de Goiânia, e alterou a composição da Câmara Deliberativa de Transporte Coletivo, reduzindo o peso da capital nas decisões. A nova regra também modificou a divisão do subsídio do sistema, elevando a participação financeira do Estado e diminuindo a de Goiânia.
À época, Mabel afirmou ter sido pego de surpresa com o envio do projeto à Assembleia Legislativa, classificou as mudanças como um possível “retrocesso” e anunciou que poderia recorrer à Justiça.
A fala do prefeito, agora, indica um gesto público de pacificação na relação institucional com o governador, sem que o tema do transporte coletivo tenha sido retirado da mesa do Paço.