COLUNA DO DOMINGOS KETELBEY

Novo admite abertura para filiação de Gayer, mas nega negociação

Presidente do partido em Goiás, Alano Queiroz diz que conversas sempre foram informais e afirma que, hoje, não há tratativa concreta para a eleição de 2026

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Gustavo Gayer, deputado federal e pré-candidato ao Senado pelo PL (Foto: Jucimar de Sousa)

O presidente do Partido Novo em Goiás, Alano Queiroz, confirmou à coluna Domingos Ketelbey, do portal Mais Goiás, que existe abertura política para uma eventual filiação do deputado federal Gustavo Gayer (PL) à legenda, mas descartou qualquer negociação concreta em andamento para a disputa do Senado Federal nas eleições de 2026.

De acordo com o dirigente, o nome de Gayer sempre circulou em conversas informais, marcadas mais pela afinidade política e pelo alinhamento de pautas do que por articulações concretas compartilhadas por ambos os partidos. “O Novo sempre esteve de portas abertas para ele”, afirmou. Ainda assim, o dirigente deixou claro que nunca houve reunião formal, agenda política ou sinalização objetiva de que o parlamentar estivesse disposto a deixar o PL.

Convites informais

“Essas conversas sempre foram em tom informal. Nunca houve nada sério, nada do tipo ‘a situação aqui piorou, vamos avançar’. Isso nunca aconteceu”, disse Alano, ao reforçar que Gayer, nas interações mais recentes, demonstrava estar firme no projeto político dentro do PL.

Contato nacional não avançou

O presidente do Novo também minimizou informações sobre uma suposta conversa entre Gayer e o deputado federal Marcel van Hattem, uma das principais lideranças nacionais da legenda, envolvendo uma eventual filiação. Alano afirmou que não foi informado sobre qualquer avanço nesse sentido. “Quando algo evolui de verdade, ele me liga. Nesse caso, não falou comigo. Isso indica que não avançou”, avaliou.

Cenário interno mudou

Além da ausência de negociação, Alano destacou que o cenário interno do Novo mudou nos últimos meses. O partido já conta com o delegado Humberto Teófilo como pré-candidato ao Senado, o que torna ainda mais improvável qualquer rearranjo de última hora. “Há dois meses, a gente não tinha candidato ao Senado. Hoje tem. Isso muda completamente a conjuntura”, pontuou.

Disputa pelo Governo

No plano estadual, o dirigente afirmou que o Novo trabalha para evitar a fragmentação do campo da direita em Goiás. A legenda mantém a pré-candidatura de Telêmaco Brandão ao Governo do Estado, mas admite diálogo com o PL caso a sigla consolide candidatura própria. Hoje, o Partido Liberal trabalha a pré-candidatura do senador Wilder Morais ao Palácio das Esmeraldas. “O Novo não quer dividir a direita. Se houver um candidato claro do PL, a tendência é conversar e caminhar junto”, afirmou.

Possível ruptura

O cenário muda, no entanto, se o PL optar por uma composição com o MDB e passar a apoiar o vice-governador Daniel Vilela. Nesse caso, Alano avalia que o Novo deve seguir com candidatura própria ao Governo de Goiás. “Existe um eleitor de direita em Goiás que não se vê representado nessa composição, mesmo com o apoio do PL”, disse.

Recado final

Ao final da conversa, Alano fez questão de registrar o ponto central da entrevista: Gustavo Gayer tem espaço político no Novo, mas, neste momento, não há conversa séria, negociação formal ou movimento concreto para uma filiação. “A abertura existe. A negociação, hoje, não”, resumiu.