Circuito das Cavalhadas 2026 conta com 15 municípios goianos
Evento terá investimento de R$ 5 milhões
O Circuito das Cavalhadas terá 15 cidades participantes em 2026 e contará com investimento de R$ 5 milhões por parte do Governo de Goiás, valor R$ 1 milhão superior ao aplicado em 2025, quando foram destinados R$ 4 milhões ao evento.
Realizado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), o circuito contempla os municípios de Luziânia, Santa Cruz de Goiás, Posse, Jaraguá, Pirenópolis, Palmeiras de Goiás, Hidrolina, São Francisco de Goiás, Crixás, Santa Terezinha de Goiás, Pilar de Goiás, Corumbá de Goiás, cidade de Goiás, Silvânia e Niquelândia. Em 2025, as etapas reuniram cerca de 500 mil espectadores, segundo estimativas.
A secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, comenta os impactos da festividade nos municípios participantes. “Além de preservar uma tradição centenária, as Cavalhadas têm um impacto direto na economia local, movimentando o turismo, o comércio e a cadeia produtiva da cultura nos municípios onde são realizadas. É uma manifestação que reforça a identidade cultural do estado e o sentimento de pertencimento da população”, afirma.
Na edição de 2025, o circuito incorporou a Caravana da Sustentabilidade e da Tecnologia, realizada em parceria com a entidade Programando o Futuro, responsável pela gestão do Sukatech, programa vinculado à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). A ação promoveu a arrecadação e o descarte de resíduos eletrônicos durante as etapas.
Entre 2019 e 2025, o governo estadual destinou R$ 15,4 milhões ao circuito. Os recursos foram aplicados em estruturas, vestimentas, divulgação e despesas operacionais. O apoio integra a política de interiorização cultural da Secult, permitindo a retomada das Cavalhadas em municípios que haviam interrompido a realização da festividade.
As Cavalhadas têm origem em torneios medievais europeus e representam batalhas simbólicas entre cristãos, identificados pela cor azul, e mouros, representados pela cor vermelha. No Brasil, a tradição é registrada desde o século XVII, associada à Festa do Divino Espírito Santo. Em Goiás, há registros desde 1751, no antigo Arraial de Santa Luzia, atual município de Luziânia.