Ex-aluna da EFG Basileu França conquista prêmio de Melhor Atriz no Fica 2026
Larissa Braga estudou por mais de dez anos na instituição de formação artística, e foi nela que descobriu seu talento para as artes cênicas
A goianiense Larissa Braga, ex-aluna da Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França, conquistou o prêmio de Melhor Atriz no 27° Festival Internacional de Cinema Ambiental (FICA), ocorrido na Cidade de Goiás entre os dias 16 e 21 de junho. O troféu foi concedido por sua atuação no curta-metragem “Canto”, dirigido por Danilo Daher, que levou ainda os prêmios de Melhor Curta-metragem, Melhor Roteiro, Melhor Direção de Curta-metragem e Melhor Direção de Arte na Mostra Goiana de Cinema.
Larissa Braga revela que não esperava pelo prêmio. “Foi um susto receber o prêmio! Foi uma surpresa muito boa, estou muito feliz! Eu nem me atentei direito às categorias de premiação da Mostra Goiana, porque eu fazia parte do Júri Jovem da Mostra Washington Novaes, então tive muitos filmes para analisar. Mas é isso: foi uma gratificação muito grande ter um trabalho reconhecido. É o que a gente precisa para ter um gás para continuar”, comenta, emocionada.
Para Larissa, a formação que recebeu na Escola Basileu França foi decisiva para sua trajetória. “Foi muito importante, foi essencial na verdade, porque foi lá que eu tive todo o contato com o palco, com a fase artística no geral, eu cresci dentro daquele teatro, naquela escola, então me formou muito não só como atriz, mas como pessoa também, todos os professores, todas as experiências do Corpo de Baile, as viagens para festival, tudo!” avalia.
Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, a premiação conquistada por Larissa é um reflexo da qualidade da formação oferecida pela Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França e do investimento do Governo de Goiás no desenvolvimento de talentos artísticos. “A conquista da Larissa Braga no Fica é motivo de orgulho para Goiás e demonstra a excelência da formação artística oferecida pela Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França. Ver uma ex-aluna alcançar reconhecimento em um dos mais importantes festivais de cinema do país reforça o compromisso do Governo de Goiás com a formação de talentos, a valorização da cultura e a criação de oportunidades para que nossos jovens transformem vocação em carreira”, destaca José Frederico.
O diretor Danilo Daher destaca a importância da EFG em Artes Basileu França na formação de artistas goianos e na renovação dos elencos do audiovisual. “O Basileu França tem um papel fundamental na formação de artistas goianos. Estamos sempre atentos às turmas da escola para compor nossos elencos. Em Canto, contamos com a produtora de elenco Lara Carvalho, ex-aluna da instituição, que indicou Larissa para interpretar Débora”, ressalta.
Trajetória
Larissa Braga iniciou sua trajetória artística na Escola do Futuro de Goiás (EFG) em Artes Basileu França aos seis anos, no curso de Balé, modalidade que estudou por oito anos. O primeiro contato com o teatro aconteceu ainda na infância, durante aulas complementares voltadas à interpretação para os espetáculos de dança. “Foi meu primeiro contato com uma técnica de atuação mais aprofundada. As aulas eram incríveis e eu senti muita falta quando elas terminaram”, relembra.
Ao ingressar no Ensino Médio, Larissa deixou a formação em balé clássico, mas, após a pandemia de Covid-19, decidiu retornar à instituição. Ingressou no curso de Qualificação em Teatro ao lado do pai e, posteriormente, concluiu o Curso Técnico de Teatro, formando-se em 2024 com o espetáculo Último Ato, dirigido pelo professor Hélio Fróes.
A partir daí, passou a integrar produções audiovisuais independentes desenvolvidas por estudantes de Cinema da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Foi nesse período que participou da seleção para o curta-metragem Canto, seu primeiro teste para o cinema. “Fui selecionada e agora o filme está alcançando lugares muito bonitos. Estou muito feliz por fazer parte desse projeto tão sensível”, afirma.
Com 21 minutos de duração e produzido com recursos do Fundo de Arte e Cultura de Goiás, o curta-metragem Canto acompanha a história de Débora (Larissa Braga), uma mãe solo que busca emprego para quitar o aluguel atrasado da quitinete onde vive com o filho Ryan (Léo Costa). Vinda de Jussara para Goiânia e com um curso técnico incompleto, ela esconde a maternidade durante entrevistas de emprego, revelando o dilema entre sustentar o filho e negar sua existência para conseguir uma vaga.
Além dos cinco prêmios no Fica, o filme já conquistou os prêmios de Melhor Filme Goiano, Prêmio Cardume e Prêmio SescTV no 23° Goiânia Mostra Curtas; foi destacado pela Associação Cearense de Críticos de Cinema (Aceccine), tendo sido reconhecido como o Melhor Curta-Metragem Brasileiro da edição de 2025. O curta teve sua estreia no 35° Cine Ceará e já foi exibido em cerca de quinze festivais nacionais e internacionais. A obra segue circulando por festivais de cinema e já conta com licenciamentos para TV e canais de streaming.