LITERATURA

BBB é cultura: veja cinco livros já indicados por Ana Paula Renault

Ana Paula Renault, conhecida pelas opiniões fortes e diretas, tem uma lista qualificada de livros que considera essenciais

BBB é cultura: veja cinco livros já indicados por Ana Paula Renault (Foto: Reprodução)
BBB é cultura: veja cinco livros já indicados por Ana Paula Renault (Foto: Reprodução)

Além de ser uma das participantes mais icônicas de todas as 26 edições do Big Brother Brasil (BBB), reality show da Globo, Ana Paula Renault também é jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) com duas pós-graduações na área – embora não tenha exercido a profissão por muito tempo.

Renault trabalhou como repórter no Vídeo Show, que era exibido nos começos de tarde da TV Globo, foi comentarista em quadros de entretenimento que repercutiam reality shows e foi comentarista do UOL. Ao longo da carreira, ela comentou pelo menos cinco obras literárias que foram destacadas abaixo. Confira.

Comunicação não violenta, de Marshall B. Rosenberg

Comunicação violenta é um processo criado por Marshall Rosenberg e alicerçado em quatro componentes: observações, sentimentos, necessidades e pedidos. Esse metódo vai além de uma explanação sobre o “jeito certo” de falar. Ele propõe ao estudioso a enxergar a relação consigo mesmo e com os outros de maneira mais consciente e empática, com práticas que podem ser simples e ao mesmo tempo revolucionárias.

Mulheres que correm com os lobos, Clarissa Pinkola Estés

Esse é um livro da analista junguiana Clarissa Pinkola Estés que mostra como os instintos femininos foram domesticados por homens ao longo da humanidade e como é possível restaurá-los por meio de escavações psíquico-arqueológicas’ nas ruínas do mundo subterrâneo. A analogia com lobos nasce do raciocínio de que os contos de fadas modernos pintam esses animais como crueis e monstruosos, mas que no passado eram animais que conviviam com humanos – exemplo de como os instintos foram moldados por outras forças.

O povo contra a democracia, Yascha Mounk

Yascha Mounk analisa um cenário comum a dezenas de países pelo mundo afora: a exaustão da democracia e a emergência de regimes totalitários – ou que visam reinventar modelos novos de totalitarismo. Entre eles, o que há de comum é a exclusão da população do processo de tomadas de decisões e a ascensão de governantes que se dizem adversários do sistema. Ela analisa inclusive o caso brasileiro.

Calibre 22, de Rubem Fonseca

O livro traz de volta à cena um personagem famoso de Rubem Fonseca: o detetive Mandrake. A linha narrativa principal é a tentativa de desvendar uma série de crimes contra o editor de uma famosa revista feminina, mas o enredo leva o leitor também a refletir sobre temas caros ao escritor, como misoginia, racismo, desigualdade social e o dogmatismo religioso, que muitas vezes provocam tragédias.

Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus

Quarto de despejo é uma história de resilência e de superação construída a partir do diário de Carolina Maria de Jesus, uma mulher pobre obrigada a lidar todo dia com questões como a extrema miséria, a desigualdade de classe, de gênero e de raça. Apesar das dificuldades, Carolina resiste e enfrenta um dia após o outro.