Cantor Ed Motta é intimado a depor na polícia após briga em restaurante
Confusão no Rio de Janeiro terminou com cliente ferido e investigação da Polícia Civil
O cantor Ed Motta foi intimado a prestar depoimento na Polícia Civil do Rio de Janeiro após se envolver em uma confusão que terminou com um cliente agredido dentro de um restaurante na Zona Sul da cidade. O caso, que ocorreu no estabelecimento Grado, no bairro Jardim Botânico, deixou a vítima ferida e mobilizou investigação policial. [ASSISTA AQUI!]
De acordo com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o depoimento do cantor foi marcado para a próxima terça-feira, às 11h, na 15ª DP (Gávea), responsável pelo caso. Outros envolvidos também devem ser ouvidos ao longo da semana.
A vítima, um jovem de 28 anos, sofreu agressões físicas durante a confusão e precisou levar seis pontos na cabeça após ser atingida por uma garrafa de vidro. Em nota, a defesa do rapaz manifestou indignação e afirmou que busca medidas rigorosas contra os responsáveis. Segundo os advogados, o cliente foi atingido com um soco enquanto estava sentado e, ao tentar deixar o local, foi novamente atacado pelas costas.
Confusão teria começado com discussão no restaurante
Segundo o depoimento da vítima, o episódio ocorreu durante a madrugada, enquanto ele jantava com familiares e amigos. Em uma mesa próxima, estava o grupo do cantor. Em determinado momento, Ed Motta teria se levantado, derrubado uma cadeira e deixado o local, dando início a uma discussão entre os grupos.
Ainda conforme o relato, um homem com sotaque português se aproximou e desferiu um soco no rosto da vítima. Sem reagir, o jovem decidiu ir embora, mas foi atingido na cabeça por uma garrafa lançada pelo mesmo agressor.
As investigações apontam que o suspeito das agressões é o advogado Nicholas Guedes Coppim, que estaria acompanhado do cantor e de outras pessoas na mesa. Após o ocorrido, o grupo deixou o restaurante.
Motivo da briga e versões divergentes
O desentendimento teria começado por causa da chamada “taxa de rolha” — valor cobrado por restaurantes para servir bebidas levadas pelos clientes. De acordo com os responsáveis pelo Grado, a negativa de cortesia para a taxa teria motivado a reação do grupo.
Em nota, os proprietários afirmaram que houve agressões, intimidação e até o arremesso de uma cadeira em direção a um funcionário. Já Ed Motta reconheceu que se exaltou, mas negou ter atacado alguém.
O cantor afirmou que estava alcoolizado no momento e que apenas jogou a cadeira no chão, sem direcioná-la a qualquer pessoa. Ele também declarou que deixou o local antes do agravamento da confusão e que imagens de segurança podem comprovar sua versão.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro segue apurando o caso e deve ouvir todos os envolvidos nos próximos dias. A expectativa é que os depoimentos e possíveis imagens de câmeras de segurança ajudem a esclarecer a dinâmica da confusão e a responsabilidade de cada participante.