Ed Motta canta e pede desculpas a nordestinos após chamar garçom de ‘paraíba’; vídeo
Músico publicou vídeo no X em que canta música de compositor paraibano
Via Folha de São Paulo – O cantor Ed Motta publicou um vídeo nas redes sociais em que pede desculpas ao povo nordestino, especialmente aos paraibanos, após a repercussão do episódio em que foi acusado de chamar um garçom de “paraíba” durante uma confusão em um restaurante no Rio de Janeiro.
No vídeo, publicado no X, o músico aparece ao piano interpretando a música “Coleção”, de Cassiano, e afirma que seu pedido de perdão “vem através da música, da arte do brilhante Genival Cassiano”.
“Meu pedido de desculpas, meu pedido de perdão ao povo do Nordeste brasileiro, principalmente da Paraíba, vem através da música, da arte do brilhante Genival Cassiano, paraibano, compositor, cantor, que influencia minha obra desde o começo, desde o meu primeiro disco em 1988”, disse.
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O cantor também exaltou a produção cultural nordestina. “Toda minha admiração pela Paraíba e pelo Nordeste, por toda criatividade dessa região. Viva o Nordeste brasileiro, viva Paraíba!”, afirmou antes de voltar a cantar a música.
A manifestação ocorre semanas após Motta prestar depoimento à Polícia Civil do Rio sobre a confusão ocorrida no restaurante Grado, em 2 de maio. Funcionários do local relataram à polícia que ele teria usado referências pejorativas contra integrantes da equipe após um desentendimento envolvendo a cobrança de taxa de rolha.
Em depoimento, o artista negou ter chamado um funcionário de “paraíba” e afirmou “jamais” ter utilizado palavras pejorativas. Disse ainda que ficou irritado após o restaurante cobrar a taxa pelo vinho levado à confraternização e admitiu ter arremessado uma cadeira ao chão “sem a intenção de acertar qualquer pessoa”.
Imagens da confusão mostram um dos amigos do cantor jogando uma garrafa em direção a clientes de uma mesa ao lado. Motta afirmou à polícia, porém, que já havia deixado o restaurante quando o episódio ocorreu e que só soube da briga no dia seguinte.
No depoimento, o músico também declarou ser “neto de baiano e bisneto de cearense”, além de afirmar que, por ser “negro e gordo”, repudia qualquer tipo de preconceito.