Lista dos melhores filmes brasileiros é atualizada; veja o ranking
Abraccine revisa seleção e inclui obras recentes em nova fase do cinema nacional
A lista dos melhores filmes brasileiros foi atualizada pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), trazendo uma nova visão sobre o ranking do cinema nacional ao incorporar produções mais recentes. A revisão acontece dez anos após a primeira versão e marca um momento importante para a valorização da produção audiovisual no país.
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Segundo a entidade, a atualização busca refletir as transformações culturais e sociais da última década, além de destacar obras que ganharam projeção internacional, como “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto”, indicados ao Oscar.
Abraccine atualiza lista dos melhores filmes brasileiros
A Abraccine afirma que a revisão foi necessária para acompanhar as mudanças no próprio cinema nacional. A nova curadoria inclui produções lançadas a partir de 2016, ampliando o alcance da lista dos melhores filmes brasileiros e tornando o recorte mais representativo das diferentes fases do audiovisual no país.
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Ranking ganha novo formato
Diferente da versão anterior, o novo ranking não apresenta os títulos em ordem de qualidade. Agora, a organização é cronológica, começando pelas obras mais antigas até chegar às produções mais recentes.
Entre os clássicos presentes na lista dos melhores filmes brasileiros, estão “O Cangaceiro” (1953), de Lima Barreto, “Vidas Secas” (1963) e “Terra Estrangeira” (1995). Já entre os títulos contemporâneos, aparecem “Marte Um” e “Mato Seco em Chamas”, ambos lançados em 2022.
Lista dos melhores filmes brasileiros é atualizada; veja o ranking
- “Limite” (1931), de Mário Peixoto
- “Ganga Bruta” (1933), de Humberto Mauro
- “O Ébrio” (1946), de Gilda de Abreu
- “Também Somos Irmãos” (1949), de José Carlos Burle
- “Carnaval Atlântida” (1952), de José Carlos Burle
- “O Cangaceiro” (1953), de Lima Barreto
- “Rio, 40 Graus” (1955), de Nelson Pereira dos Santos
- “Rio, Zona Norte” (1957), de Nelson Pereira dos Santos
- “O Grande Momento” (1958), de Roberto Santos
- “O Homem do Sputnik” (1959), de Carlos Manga
- “Aruanda” (1960), de Linduarte Noronha
- “O Assalto ao Trem Pagador” (1962), de Roberto Farias
- “O Pagador de Promessas” (1962), de Anselmo Duarte
- “Os Cafajestes” (1962), de Ruy Guerra
- “Porto das Caixas” (1962), de Paulo Cezar Saraceni
- “Vidas Secas” (1963), de Nelson Pereira dos Santos
- “À Meia Noite Levarei Sua Alma” (1964), de José Mojica Marins
- “A Velha a Fiar” (1964), de Humberto Mauro
- “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), de Glauber Rocha
- “Noite Vazia” (1964), de Walter Hugo Khouri
- “Os Fuzis” (1964), de Ruy Guerra
- “A Falecida” (1965), de Leon Hirszman
- “A Hora e Vez de Augusto Matraga” (1965), de Roberto Santos
- “São Paulo Sociedade Anônima” (1965), de Luiz Sergio Person
- “A Entrevista” (1966), de Helena Solberg
- “O Padre e a Moça” (1966), de Joaquim Pedro de Andrade
- “Todas as Mulheres do Mundo” (1966), de Domingos de Oliveira
- “A Margem” (1967), de Ozualdo Candeias
- “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver” (1967), de José Mojica Marins
- “O Caso dos Irmãos Naves” (1967), de Luiz Sergio Person
- “O Menino e o Vento” (1967), de Carlos Hugo Christensen
- “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha
- “O Bandido da Luz Vermelha” (1968), de Rogério Sganzerla
- “A Mulher de Todos” (1969), de Rogério Sganzerla
- “Macunaíma” (1969), de Joaquim Pedro de Andrade
- “Matou a Família e Foi ao Cinema” (1969), de Julio Bressane
- “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro” (1969), de Glauber Rocha
- “O Despertar da Besta (Ritual dos Sádicos)” (1970), de José Mojica Marins
- “Sem Essa, Aranha” (1970), de Rogério Sganzerla
- “Um É Pouco, Dois É Bom” (1970), de Odilon Lopez
- “Bang Bang” (1971), de Andrea Tonacci
- “S. Bernardo” (1972), de Leon Hirszman
- “Toda Nudez Será Castigada” (1972), de Arnaldo Jabor
- “Alma no Olho” (1973), de Zózimo Bulbul
- “Compasso de Espera” (1973), de Antunes Filho
- “Os Homens Que Eu Tive” (1973), de Tereza Trautman
- “A Rainha Diaba” (1974), de Antonio Carlos da Fontoura
- “Iracema, Uma Transa Amazônica” (1975), de Jorge Bodanzky e Orlando Senna
- “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), de Bruno Barreto
- “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1977), de Hector Babenco
- “Mar de Rosas” (1977), de Ana Carolina
- “A Lira do Delírio” (1978), de Walter Lima Jr.
- “Tudo Bem” (1978), de Arnaldo Jabor
- “A Mulher Que Inventou o Amor” (1980), de Jean Garrett
- “Bye Bye Brasil” (1980), de Carlos Diegues
- “O Homem Que Virou Suco” (1980), de João Batista de Andrade
- “Pixote, a Lei do Mais Fraco” (1980), de Hector Babenco
- “Eles Não Usam Black-Tie” (1981), de Leon Hirszman
- “Os Saltimbancos Trapalhões” (1981), de J.B. Tanko
- “Das Tripas Coração” (1982), de Ana Carolina
- “Pra Frente Brasil” (1982), de Roberto Farias
- “Onda Nova” (1983), de Ícaro Martins e José Antonio Garcia
- “Amor Maldito” (1984), de Adélia Sampaio
- “Cabra Marcado para Morrer” (1984), de Eduardo Coutinho
- “Memórias do Cárcere” (1984), de Nelson Pereira dos Santos
- “A Hora da Estrela” (1985), de Suzana Amaral
- “A Marvada Carne” (1985), de André Klotzel
- “Filme Demência” (1986), de Carlos Reichenbach
- “Ilha das Flores” (1989), de Jorge Furtado
- “Que Bom Te Ver Viva” (1989), de Lúcia Murat
- “Superoutro” (1989), de Edgard Navarro
- “Alma Corsária” (1993), de Carlos Reichenbach
- “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil” (1995), de Carla Camurati
- “Terra Estrangeira” (1995), de Daniela Thomas e Walter Salles
- “Baile Perfumado” (1996), de Lírio Ferreira e Paulo Caldas
- “Central do Brasil” (1998), de Walter Salles
- “O Auto da Compadecida” (2000), de Guel Arraes
- “Bicho de Sete Cabeças” (2001), de Laís Bodanzky
- “Lavoura Arcaica” (2001), de Luiz Fernando Carvalho
- “Cidade de Deus” (2002), de Fernando Meirelles e Kátia Lund
- “Edifício Master” (2002), de Eduardo Coutinho
- “Madame Satã” (2002), de Karim Aïnouz
- “Cinema, Aspirinas e Urubus” (2005), de Marcelo Gomes
- “O Céu de Suely” (2006), de Karim Aïnouz
- “Serras da Desordem” (2006), de Andrea Tonacci
- “Jogo de Cena” (2007), de Eduardo Coutinho
- “Saneamento Básico, o Filme” (2007), de Jorge Furtado
- “Santiago” (2007), de João Moreira Salles
- “Trabalhar Cansa” (2011), de Juliana Rojas e Marco Dutra
- “O Som ao Redor” (2012), de Kleber Mendonça Filho
- “O Menino e o Mundo” (2013), de Alê Abreu
- “Branco Sai, Preto Fica” (2014), de Adirley Queirós
- “Que Horas Ela Volta?” (2015), de Anna Muylaert
- “Aquarius” (2016), de Kleber Mendonça Filho
- “Arábia” (2017), de Affonso Uchoa e João Dumans
- “As Boas Maneiras” (2017), de Juliana Rojas e Marco Dutra
- “Marte Um” (2022), de Gabriel Martins
- “Mato Seco em Chamas” (2022), de Adirley Queirós e Joana Pimenta
- “Ainda Estou Aqui” (2024), de Walter Salles
- “O Agente Secreto” (2025), de Kleber Mendonça Filho
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