Pitbicha e Xumbrega: veja 70 nomes de bebês que não podem ser registrados no Brasil
Medidas buscam evitar constrangimentos e proteger o interesse da criança
Escolher o nome de um filho costuma ser um momento carregado de emoção, expectativas e significado. É nesse instante que muitos pais buscam imprimir identidade, homenagens ou originalidade. O que nem todos sabem é que essa liberdade não é absoluta e pode ser questionada pela Justiça, tanto no Brasil quanto em outros países. Por aqui, diversos nomes de bebês não podem ser registrados.
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Mais do que uma escolha estética, o nome acompanha a pessoa por toda a vida, influenciando documentos oficiais, relações sociais, trajetória escolar e até experiências profissionais. Por isso, diversos países adotam regras específicas para evitar registros considerados ofensivos, vexatórios ou capazes de gerar prejuízos à criança no futuro.
Nos últimos anos, o debate ganhou força com o aumento de registros criativos — e, em alguns casos, extremos — impulsionados pelas redes sociais. Em resposta, leis, normas cartoriais e decisões judiciais passaram a funcionar como uma ferramenta de proteção, buscando equilibrar a liberdade dos pais com o bem-estar do recém-nascido.
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Por que existem regras para nomes?
A principal justificativa é evitar constrangimento, bullying e problemas administrativos. Um nome inadequado pode gerar situações humilhantes em ambientes escolares, profissionais e sociais, além de dificuldades em sistemas digitais e documentos oficiais.
Entre os critérios mais comuns estão a proibição de:
- Palavrões ou termos ofensivos
- Referências vexatórias ou humilhantes
- Combinações que pareçam frases ou descrições
- Uso exclusivo de números, símbolos ou grafias incompreensíveis
- Títulos de autoridade ou figuras religiosas fora de contexto
Mesmo em países sem legislação detalhada, cartórios e tribunais criam precedentes, analisando cada caso de forma individual.
Nomes no Brasil
No Brasil, não existe uma lista oficial de nomes proibidos. Ainda assim, o registro não é totalmente livre. A legislação impede nomes que exponham a criança ao ridículo, e o oficial do cartório tem autonomia para recusar o registro se considerar que ele pode causar prejuízos futuros.
Caso isso aconteça, os pais podem contestar a decisão, e o caso é encaminhado à Justiça, que avalia os argumentos. O objetivo não é padronizar nomes, mas garantir que o registro não se transforme em um obstáculo ao longo da vida.
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Nomes que já foram proibidos ou geraram controvérsia
Ao longo dos anos, diversos nomes chamaram atenção por terem sido recusados ou judicializados. Abaixo, alguns exemplos que já foram considerados inadequados por cartórios ou tribunais:
- Aborto
- A declarar
- Acolhedora
- Amateur
- Anal
- Andarilho
- Aquilo que eu gosto
- Arrombado
- Atimorto
- Bacanal
- Bacurinha
- Banguela
- Bicha
- Biscoito Recheado
- Boca Banguela
- Boquete
- Bucéfula
- Cachorra
- Cadáver
- Caixa dos Prazeres
- Calcinha
- Capô de Fusca
- Caverna Misteriosa
- Chalerinha
- Chupada
- Cocota
- Dita Cuja
- Encantada
- Errata de Campos
- Erótica
- Esfiha
- Fantasias Sexuais
- Fetiche
- Fulano de Tal
- Garagem da Frente
- Identidade Desconhecida
- Inexistente
- Largo do Bilau
- Massa Folhada
- My Precious
- Não Cadastrado
- Não Consta
- Não Declarado
- Não Identificado
- Olho de Tandera
- Pai Ignorado
- Papai Noel
- Pitbicha
- Porca do Parafuso
- Prostituta
- Quenga
- Recém-Nascido
- Rambo da Silva
- Rua sem Saída
- Safado
- Pimpolha
- Sem Mãe
- Setor de Embarque
- Sonho Recheado
- Suruba
- Taturana
- Tesouro de Pobre
- Tomas Turbando
- Uh Tererê
- Vagabundo
- Velcro
- Vibrador
- Vídeo Caseiro
- Voyeurismo
- Xumbrega