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Adson Batista elogiou arbitragem após clássico e destacou aprendizado em imersão no futebol europeu

Dirigente avalia clássico contra o Goiás e destaca necessidade de modernização no futebol nacional

Após clássico, Adson Batista aprova arbitragem e cobra evolução no futebol brasileiro
(Foto: Bruno Corsino ACG)

Após o empate no clássico diante do Goiás, o presidente do Atlético Goianiense, Adson Batista, fez questão de elogiar publicamente a atuação da arbitragem, destacando a condução da partida e a fluidez do jogo. Para o dirigente, o árbitro, Breno Souza, teve postura adequada para um confronto de alto nível e se aproximou do padrão visto no futebol europeu.

“Futebol é resultado, então, dentro disso, eu gostei da postura do time, nesse sentido, gostei da arbitragem. A arbitragem fez uma arbitragem do jeito que eu gosto. Às vezes uma coisinha ali, outra coisa lá, isso é bobagem, mas não truncou o jogo, não amarelou, apitou no nível que eu vi lá na Europa, que dá gosto de ver, eu vi vários jogos”, afirmou Adson.

Na avaliação do presidente rubro-negro, o árbitro precisa entender que faz parte do espetáculo e não atuar de forma excessivamente punitiva. Para ele, o futebol é um esporte de contato e de ocupação de espaço, o que exige uma leitura mais moderna por parte da arbitragem. “Os caras lá, o árbitro enxerga o futebol como ele sendo parte do espetáculo. Aqui não, o árbitro vai apitar jogo sendo vítima, vítima da sociedade. Não pode ser assim, ele tem que entender que ele é uma parte importante do espetáculo, deixa o jogo correr, não tem faltinha demais, porque o jogo é truncado, é esporte de contato, é ocupação de espaço”, completou.

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Adson Batista revelou ainda que entrou no clássico com certo receio em relação à arbitragem, especialmente por se tratar de um jogo pesado. Mesmo assim, fez questão de reconhecer o desempenho do árbitro. “Eu tinha até um pouco de receio por causa do clássico, jogo pesado, às vezes um árbitro que eu não gosto muito dele (Breno Souza) de quarto árbitro, porque toda vez que ele vem aqui, ele fica em cima demais do Atlético e às vezes esquece o adversário. Porém, vou reconhecer, fez uma grande arbitragem”, destacou.

O dirigente também comentou sobre a recente experiência na Europa, onde participou, ao lado da CBF, de visitas e encontros voltados à gestão e à arbitragem. Segundo ele, o aprendizado reforçou a necessidade de evolução estrutural do futebol brasileiro. “Nós fomos nas três principais ligas, nós temos que melhorar demais. A única coisa que nós temos é futebol, nós precisamos melhorar a organização, arbitragem, gestão, precisam os dirigentes também serem mais preparados”, disse.

Por fim, Adson elogiou a iniciativa da CBF em promover o intercâmbio internacional, ressaltando que a entidade acertou ao priorizar conhecimento. “Eu não canso de dizer, porque a CBF acertou em cheio. A CBF tomou uma atitude, não ficou lá fazendo política, nada. Tentou trazer conhecimento, levar algo maior, para que os clubes brasileiros entendam que o futebol é muito diferente do que muita gente imagina”, concluiu.