POLÊMICA

Após advertência da Liga Saudita, Cristiano Ronaldo poderá deixar o Al Nassr

Cristiano Ronaldo tem contrato com o Al Nassr até 2027, com multa de 50 milhões de euros

Cristiano Ronaldo em partida pelo Al Nassr
Cristiano Ronaldo em partida pelo Al Nassr. Foto: Divulgação - Al Nassr

Cristiano Ronaldo vive um momento de tensão nos bastidores do futebol saudita. O atacante entrou em rota de colisão com a Liga Saudita após se recusar a entrar em campo nos dois últimos compromissos do Al Nassr pela competição nacional. Diante da atitude do jogador, a entidade divulgou uma nota oficial reforçando que ninguém está acima da autonomia dos clubes, o que aumentou os rumores sobre uma possível saída do português do país ainda no meio do ano.

Segundo a imprensa de Portugal, Cristiano Ronaldo avalia deixar a Arábia Saudita e tem como possíveis destinos os Estados Unidos ou até mesmo um retorno ao futebol europeu. O craque, no entanto, possui contrato com o Al Nassr até 2027, com multa rescisória estipulada em 50 milhões de euros, cerca de R$ 308 milhões.

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Apesar do clima de incerteza, o camisa 7 recebeu apoio da torcida do Al Nassr nesta sexta-feira (6/02). Nas arquibancadas, os torcedores prepararam um mosaico com o número sete, em demonstração de carinho e respaldo ao ídolo.

O principal ponto de atrito entre Cristiano Ronaldo e a Liga Saudita está relacionado aos investimentos destinados ao Al Nassr. O clube é administrado pelo Fundo de Investimento Público (PIF), o mesmo que gere outras equipes do país. De acordo com as reclamações do jogador, o fundo estaria priorizando clubes como o rival Al Hilal, enquanto o Al Nassr teve apenas um reforço anunciado até o momento: o jovem meia Haydeer Abdulkareem.

Em resposta à postura do atacante, a Liga Saudita se posicionou oficialmente e criticou a atitude do português. “Cristiano tem se dedicado integralmente ao Al Nassr e desempenhado um papel fundamental no crescimento e nas ambições do clube. Como qualquer jogador de elite, ele quer vencer. Mas nenhum indivíduo, por mais importante que seja, toma decisões que vão contra os interesses do seu próprio clube”, afirmou a entidade em nota.