MotoGP: após denúncias, campanha reforça combate ao turismo sexual em Goiânia
Campanha é realizada após denúncias de venda de "pacotes" envolvendo turismo sexual. Ações incluem fiscalização em bares e casas noturnas
Uma camapnha foi iniciada em Goiânia para combater a exploração sexual e o tráfico de pessoas durante o MotoGP, que começa nesta sexta-feira (20) e segue até domingo (22). A iniciativa ganhou força após denúncias indicarem a possível atuação de uma rede de turismo sexual na cidade. As informações partiram de relatos de profissionais do sexo e foram reunidas por áreas técnicas da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh).
De acordo com o relatório, há indícios de organização de festas privadas voltadas a turistas, inclusive estrangeiros, com oferta de serviços sexuais em formato de “pacotes”. Os depoimentos também apontam situações mais graves, como possíveis exigências envolvendo menores de idade e condições consideradas degradantes.
Fiscalização autorizada
Diante do conteúdo, a Câmara Municipal de Goiânia acionou mais de 20 órgãos públicos para atuação conjunta. Entre as medidas, foi solicitado apoio ao 1º Juizado da Infância e da Juventude.
A partir desse pedido, a juíza Maria Socorro de Sousa Afonso da Silva determinou o reforço imediato da vigilância. Segundo o Juizado, equipes da Divisão de Agentes de Proteção vão atuar em regime de plantão durante o evento, com fiscalizações em hotéis, motéis, bares, casas noturnas, além do autódromo e outras áreas de grande circulação.
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Proteção a crianças e adolescente
A campanha da Câmara tem foco na prevenção, com mote “exploração sexual de crianças e adolescentes: o limite é zero”. A ação prevê a instalação de outdoors e a distribuição de materiais informativos em pontos estratégicos, como aeroporto, bares, restaurantes e hotéis. O objetivo é alertar empresários, trabalhadores e turistas sobre os riscos e incentivar denúncias.

A campanha conta com apoio da Ouvidoria Especial de Combate a Crimes Raciais e de Intolerância e de instituições que integram a Rede de Proteção a Crianças e Adolescentes. O material também destaca que, embora a prostituição não seja crime no Brasil, práticas como exploração sexual, favorecimento da prostituição e envolvimento de menores são ilegais.
Canais de denúncia
A população pode colaborar denunciando situações suspeitas de forma anônima pelos canais oficiais:
- Disque 100 – Canal nacional de denúncias de violações de direitos humanos
- 190 – Polícia Militar
- Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) – (62) 3286-1540 / 197
- Conselho Tutelar – Plantão 1 (Centro-Sul, Leste e Norte) – (62) 99210-5071
- Conselho Tutelar – Plantão 2 (Oeste, Campinas e Noroeste) – (62) 99208-5059 / (62) 99507-4487
- Ouvidoria de Crimes Raciais e Intolerância – ouvidoriacontraintolerancia@gmail.com