Votação

Caso Robinho: Toffoli vota para soltar ex-jogador; placar está em 7×2 para manter prisão

Ministro do STF acompanhou divergência aberta por Gilmar Mendes, que considera que sentença da Itália não pode ser cumprida no Brasil

Robinho
STF decide por manter prisão de Robinho

Por: Daniel Gullino — Brasília – O GLOBO – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), seguiu a posição de Gilmar Mendes e votou pela soltura do ex-jogador Robinho. O placar do julgamento, que deve ser encerrado nesta terça-feira, está em sete votos a dois pela manutenção da prisão.

Os ministros do STF estão analisando se irão manter a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que autorizou Robinho a cumprir no Brasil a pena de nove anos a qual foi condenado na Itália, pelo crime de estupro.

O relator, Luiz Fux, votou para manter a prisão, e foi acompanhado até agora por Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Fux considerou que o STJ “deu cumprimento à Constituição e às leis brasileiras, aos acordos firmados pelo Brasil em matéria de cooperação internacional e às normas que regem a matéria”.

Gilmar Mendes, contudo, abriu uma divergência. O ministro considera que uma condenação aplicada na Itália não pode ser cumprida no Brasil. Além disso, mesmo que a homologação de sentença seja validade, afirmou que a prisão só deveria ocorrer quando o processo for encerrado, sem possibilidade de recurso. Toffoli acompanhou esse voto.

Em março, por nove votos a a dois, o STJ determinou a homologação da pena da justiça italiana no Brasil. Em seguida, estabeleceram que a prisão imediata deveria ser imediata, e Robinho foi preso no dia seguinte.