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CBF divulga programa de profissionalização da arbitragem no futebol brasileiro

Entre o grupo de elite da arbitragem, quatro são representantes da FGF: Wilton Pereira Sampaio, Bruno Pires, Leone Carvalho e Caio Max

Wilton Pereira Sampaio, árbitro da FGF
Wilton Pereira Sampaio, árbitro da FGF. Foto: Heber Gomes - Mais Goiás

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta terça-feira (27) a criação de um programa de profissionalização da arbitragem no futebol brasileiro. A iniciativa, inédita no país, prevê inicialmente a inclusão de 72 árbitros no grupo de elite e um investimento total de R$ 195 milhões até o ano de 2027. Os profissionais selecionados irão assinar o vínculo com a entidade em março.

Neste primeiro momento, o grupo de elite será composto por 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 árbitros de vídeo (VAR). Os profissionais selecionados passarão a receber remuneração fixa e variável, o que permitirá dedicação exclusiva à arbitragem.

Do montante total previsto, cerca de R$ 24 milhões serão destinados ao pagamento de salários. Os vencimentos podem chegar a até R$ 30 mil mensais, além de bonificações atreladas às atuações nos jogos do Campeonato Brasileiro.

Além da remuneração, o programa contempla melhorias estruturais e de suporte aos profissionais. A profissionalização será baseada em quatro pilares, inspirados no modelo europeu: treinamento técnico, saúde e performance, tecnologia, e governança e estrutura.

Para a definição do grupo de elite, a CBF adotou critérios como a presença no quadro da Fifa e o número de atuações em competições nacionais nos últimos anos. Nesse contexto, quatro árbitros ligados à Federação Goiana de Futebol foram selecionados: Wilton Pereira Sampaio, Bruno Pires, Leone Carvalho e Caio Max.

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A entidade também prevê um sistema de renovação contínua do grupo. A cada temporada, ao menos dois árbitros poderão ser rebaixados, enquanto outros dois serão promovidos, abrindo espaço para novos profissionais. Inicialmente, os árbitros profissionalizados atuarão exclusivamente em partidas da Série A, sem impedir que outros árbitros também sejam escalados para jogos da elite.

Outro ponto de destaque é o investimento em tecnologia. A CBF destinará cerca de R$ 50 milhões para a modernização do VAR, que passará a contar com recursos como impedimento semiautomático, smartwatches para os árbitros, novas cabines de vídeo e um software de gestão de desempenho.