Em meio à extinção do armador clássico, Lucas Lima assume a 10 do Goiás
Lucas Lima teve na última Série A média de 2,7 passes decisivos por partida
Lucas Lima chegou ao Goiás com a grande responsabilidade de ser o maestro da equipe na condução aos principais objetivos da temporada, o título goiano e o acesso à Série B. No esmeraldino, o jogador vestirá a camisa 10, um dos números de maior representatividade no futebol. No clube, ele chega com a característica de ser um meia clássico, porém, segundo o próprio atleta, esse estilo de jogador está em extinção no futebol moderno.
“Antigamente esse 10 armador era mais utilizado e hoje eu acredito que poucos times ainda jogam com meias assim, que é a minha característica e poucos treinadores usam. E eu acho que está entrando em extinção, mas não sei dizer o porquê. Em muitos clubes, eu tive que mudar um pouco a minha versão principal, para poder me encaixar e para poder jogar mais, mesmo saindo um pouco das minhas características”, afirmou o meia.
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O novo reforço do Goiás também comentou sobre a mística de vestir a camisa 10. Entre os clubes em que já utilizou o número está o Santos, camisa que carrega grande simbolismo, especialmente por ter sido eternizada pelo Rei Pelé.
“Eu vesti a 10 no Sport, no Santos e na Inter de Limeira, onde tudo começou. Eu sei o que a 10 representa e que ela representa para mim. Desde quando eu era pequeno, a 10 era o cara do time. Sempre foi o cara do time. Hoje mudou muito porque essas numerações, mas na minha época sempre era o meia, o meia, um meia técnico, um meia que dava assistência. Então essa é a visão que eu tenho da 10”, comentou.
Sobre as características de meia armador, o jogador mostrou bons números na última temporada, apesar do rebaixamento do Sport na Série A. Ao todo, Lucas Lima disputou 48 partidas, marcou cinco gols e distribuiu dez assistências. Na Série A, foram seis assistências, com um aproveitamento de 83% nos passes por jogo, além de uma média de 2,7 passes decisivos por partida.
No Goiás, o atleta também espera ter oportunidades atuando como meia clássico. “A expectativa é grande. O professor Daniel (Paulista) me conhece bem, conhece bem as minhas características, sabe da melhor forma que eu gosto de jogar. Ele é um treinador que gosta de ter esse camisa 10 e gosta de jogar com um meia. Então, eu fico muito feliz e eu espero estar na minha melhor forma, na minha melhor versão para poder ajudar”, completou.