Evento-teste realizado no Autódromo de Goiânia é aprovado por piloto: “positivo e extremamente necessário”
O evento serviu para que a Fim pudesse fazer uma avaliação sobre a reforma da praça esportiva
No último final de semana, o Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, que receberá a segunda etapa da temporada de 2026 da MotoGP, sediou um evento-teste para que Federação Internacional de Motociclismo (Fim) pudesse realizar uma avaliação rigorosa do local após a reforma feita para receber a principal categoria de motovelocidade do mundo.
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Durante o sábado (28/02) e o domingo (01/03), 110 pilotos, de três categorias diferentes, estiveram na nova pista do Autódromo Internacional Ayrton Senna. O objetivo principal do evento foi testar os sistemas de controle de prova e segurança de pista. O resultado do teste foi totalmente satisfatório, o que rendeu a homologação da Confederação Brasileira de Motociclismo para competições nacionais.



Ainda sujo e recebendo os últimos retoques em sua pintura, o asfalto foi progressivamente “emborrachado” pelos próprios treinos, o que fez com que apresentasse uma melhoria de aderência, resultando numa queda significativa nos tempos de cada volta. As atividades foram acompanhadas por uma equipe da Fim, o que é um procedimento padrão dentro do contexto de homologação da pista.
Neste momento, o Governo de Goiás aguarda a documentação oficial da Fim para a homologação internacional, que é o último aval necessário para o Autódromo Internacional Ayrton Senna sediar a segunda etapa da MotoGP, marcada para o dia 22 de março. Contudo, todo o trabalho de finalização da preparação da praça esportiva segue normalmente neste período.
Avaliação dos pilotos
Um dos pilotos que participaram do evento-teste foi Eduardo Marques, que corre na Moto1000GP. Na avaliação dele, o saldo é extremamente positivo, já que uma avaliação minuciosa do Autódromo Internacional Ayrton Senna era necessária para que várias coisas fossem testadas, como o novo asfalto, as áreas de escape e, também, o sistema de comunicação visual.
“O evento-teste foi muito positivo e extremamente necessário para testar a questão da segurança da pista, testar o asfalto novo, testar as áreas de escape, o centro médico, caso fosse necessário, testar também o trabalho do pessoal do staff, que dá apoio aos pilotos em caso de acidente. Também foi importante para testar a comunicação visual. Antigamente, isso era feito apenas com bandeiras e pessoas. Agora, é tudo eletrônico. Foi um evento muito importante e tudo funcionou. O que não ajudou foi o tempo. Mas tudo funcionou exatamente como deveria funcionar”, disse Eduardo Marques.

Além de falar sobre a importância do evento teste, Eduardo Marques fez uma análise profunda sobre o autódromo após as reformas feitas para receber a MotoGP. Na visão dele, as alterações feitas no local foram pensadas na segurança dos pilotos. Umas das principais novidades é a nova caixa de brita, que traz pedras específicas, que não deixam os competidores escorregarem.
“Em relação à parte técnica da pista, senti diferença. O traçado continua o mesmo. Só que eles alargaram a pista quase toda. Mudaram o S. Antes, a segunda perna dele era uma “curvona” para a direita. Agora, ele tem uma curvinha, uma reta pequenininha e uma curva acentuada para a direita chegando na reta oposta. Então, toda a reforma que foi feita foi pensando em segurança. Todas as áreas de escape foram aumentadas, colocaram uma caixa de brita muito específica, que não deixa as motos escorregarem muito, não deixa a moto avançar muito para não bater nas redes de proteção. O asfalto já era bom. Agora, ele tá um pouquinho melhor porque o novo já é padrão internacional”, explicou Eduardo.
O piloto também falou sobre sua expectativa em relação à volta da MotoGP ao Autódromo Internacional Ayrton Senna. Para Eduardo Marques, vai ser um sucesso absoluto, principalmente por colocar a cidade de Goiânia na mapa do esporte a motor no Brasil. Além disso, ele valorizou o fato de ter um brasileiro (Diogo Moreira) pilotando na principal categoria de motociclismo.
“Vai ser sucesso absoluto. Ainda mais que a gente tem um piloto na categoria rainha e pilotando pela maior montadora do mundo. Então, a estimativa é que lote tudo. (A MotoGP) vai colocar Goiás num centro que, antes, era tomado apenas por Rio de Janeiro, São Paulo e, eventualmente, Brasília e uma ou outra cidade. Então, Goiás vai ser colocado no centro do Brasil, no centro do mundo durante algumas semanas. E eu tenho certeza absoluta que vai ser sucesso”, finalizou Eduardo Marques.