Bruno Pires destaca contraste da arbitragem goiana, que sofre com críticas locais, mas vive prestígio internacional
Bruno Pires irá para a sua segunda Copa do Mundo, já Wilton Pereira Sampaio estará em seu terceiro mundial
Wilton Pereira Sampaio e Bruno Pires irão representar Goiás e o Brasil na Copa do Mundo deste ano, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Apesar do reconhecimento internacional e da confiança da Fifa, no cenário regional os goianos ainda convivem com críticas, o que evidencia um contraste, enquanto são escolhidos para atuar na principal competição de seleções do mundo, também são questionados no futebol local.
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O exemplo mais recente dessa questão ocorreu na final do Campeonato Goiano deste ano. Mesmo contando com árbitros do quadro da Fifa, como Wilton Pereira Sampaio e Bruno Pires, a Federação optou por escalar profissionais de fora do estado para a decisão entre Goiás e Atlético. Sobre o tema, Bruno Pires destacou que o desgaste na arbitragem é um fator natural, especialmente pela recorrência de jogos envolvendo as mesmas equipes ao longo dos anos.
“No campeonato goiano, os árbitros acabam trabalhando muito. Se pegarmos o Wilton, quantos jogos de Goiás, Vila e Atlético ele já não fez na carreira. É natural o árbitro gerar um desgaste. E muitas vezes não que eles não queiram ele no jogo, mas é algo para preservar o nome dele. É até viável que venha outros árbitros, assim como o Wilton vai para outros estados e apita outros jogos. É um desgaste natural, que jogador tem, comissão técnica tem também e o arbitro também”, falou.
Bruno Pires também comentou sobre os estilos de futebol, entre o nacional e o internacional, além também de destacar a pressão que é apitar aqui no Brasil. “O futebol brasileiro é mais sentimento, mais sangue, assim como o futebol sul-americano. Já o europeu tem uma característica diferente, é um pouco mais frio. Mas o evento Fifa, como a Copa do Mundo é diferente, uma atmosfera onde a gente tem uma tranquilidade maior para trabalhar, uma pressão, apesar de envolver seleções, uma pressão menor, em termos de reclamação e uma busca a todo momento pelo resultado positivo”, completou.