CABO VERDE

Cabo Verde: chef que queria ser goleiro realiza sonho de ir à Copa

Lamine Medina conta que alimentação da seleção de Cabo Verde utiliza bastante feijão, milho e ervilha. Ele estará com a delegação na Copa

Jovem que queria ser goleiro realiza sonho de ir à Copa, mas como cozinheiro (Foto: Instagram)
Jovem que queria ser goleiro realiza sonho de ir à Copa, mas como cozinheiro (Foto: Instagram)

A exemplo de muitos outros meninos pelo mundo afora, Lamine Medina, nascido em Cabo Verde (na África), sonhava em participar da Copa do Mundo como goleiro do país dele. Alguns anos depois, ele está perto de realizar o sonho, mas de um jeito diferente: como cozinheiro da seleção cabo-verdiana.

Lamine é o chef responsável por cuidar da alimentação do time, e afirma que acompanhar Cabo Verde durante o torneio – a se realizar a partir de 11 de junho, nos Estados Unidos, México e Canadá – será tão importante quanto ser o arqueiro da seleção do país.

“Estar ali com esses jogadores fez-me também sonhar, ir um bocadinho atrás e imaginar: ‘olha, tu quando eras criança nem imaginavas que um dia ias estar num torneio com Cabo Verde, na tua área, a representar o teu país’. É muito bom sentir e estar aqui com essa malta toda, um momento fantástico”, disse o chef à Inforpress, veículo de comunicação local.

Chef Lamine Medina em atividade (Foto: Instagram)

O cozinheiro conta que o convite para cuidar das refeições da seleção partiu do presidente da Federação de Futebol de Cabo Verde, Mário Semedo. “Logo de pronto disse que tinha total disponibilidade para ajudar a seleção”, contou Lamine. Logo em seguida, ele relata que começou a “desenhar” com “muita vontade e confiança” aquilo ia levar à mesa dos jogadores e do staff.

Na Copa Africana de Nações, já integrado à delegação, o cozinheiro revela que levou milho, feijão e muita ervilha verde para os craques do país. “Fez uma diferença enorme nos jogos”, afirma.

O chef revela que a Cachupa (um ensopado robusto, feito à base de milho e feijão) foi “um prato que pegou e que deu sorte”, era sempre feito depois dos jogos, como se fosse um prémio pelo jogo, com a devida autorização da equipe técnica.

Normalmente, nos dias que antecedem as partidas e no dia do jogo, Lamine diz que não pode faltar carne branca grelhada, como peru e frango, peixe de profundidade, como melro, badejo ou garoupa grelhado, ou mesmo assado com pouca gordura, muito arroz e muita massa.

  • Com informações do jornal A Semana, de Cabo Verde