EUA barram entrada de árbitro somali escalado para Copa
Omar Artan, 34, seria o primeiro árbitro do país a apitar em uma Copa e possuía visto válido, segundo ministério da Somália
(Folhapress) Os Estados Unidos barraram a entrada de Omar Artan, árbitro da Somália escalado para apitar na Copa do Mundo de 2026, disse uma autoridade do país africano nesta segunda-feira (8).
Ainda não se sabe os motivos da proibição à entrada, já que Artan tinha um visto válido, disse à AFP Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes somali.
- Atacante do Iraque é detido e interrogado por 7h em aeroporto dos EUA
A Somália é um dos vários países cujos cidadãos estão sujeitos a uma proibição de viagem aos Estados Unidos, imposta pelo governo de Donald Trump.
- Goiano acompanhará seleção brasileira em motorhome na Copa: ‘vai ser bacana’
- Campinas ou região da 44: onde é mais barato montar um ‘kit’ para Copa

- Bruno Guimarães faz campanha pela manutenção de Paquetá no meio-campo
Artan “é um dos árbitros mais respeitados da África e […] negar sua entrada nos Estados Unidos e impedi-lo de trabalhar […] prejudica não apenas a ele pessoalmente, mas também mina o compromisso do futebol com a equidade, o mérito e o espírito de fair play”, afirmou Abshir.
“A comunidade do futebol deve apoiá-lo neste momento difícil”, acrescentou o assessor, que é ex-capitão da seleção da Somália.
Artan seria o primeiro árbitro somali a apitar jogos de Copa do Mundo. Aos 34 anos, ele estava entre os 52 árbitros selecionados para trabalhar na edição deste ano do torneio, organizada em conjunto por Canadá, México e Estados Unidos.
- Fique por dentro: Lista de convocados da França para Copa do Mundo 2026
- Leia também: Chevalier, Camavinga, Kolo Muani: França abre mão de estrelas na Copa
No quadro da Fifa (Federação Internacional de Futebol) desde 2018, ele atua na liga da Somália e foi eleito Árbitro do Ano pela CAF (Confederação Africana de Futebol) em 2025.
A Somália está na mira de Trump. No final de novembro do ano passado, o republicano descreveu o país como “podre” e declarou sua intenção de acabar com o status especial que protege os cidadãos somalis da deportação.
- Leia também: Dinamarca atualiza estado de Eriksen após desmaio em campo
- Em clima de Copa do Mundo, moradores pintam buracos nas ruas com cores do Brasil; vídeo