Câmara de Goiânia aprova projeto que permite naming rights em eventos esportivos
Câmara aprova projeto de lei que vai permitir eventos esportivos de Goiânia, terem seu naming rights vendidos para empresas privadas.
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A Câmara de Goiânia sancionou, nesta quinta-feira (6), uma lei que aprova a venda do nome de eventos esportivos, lazer, mobilidade urbana e meio ambiente, ligados a prefeitura. A lei N° 11.690 de 2026 permite que todo tipo de evento ligado ao munícipio, poderá ser vendido ou associado ao nome de empresas, marcas de equipamentos, para arrecadar fundos financeiros em sua realização.
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Entre os locais avaliados para o uso em exercício da nova lei, estará o futuro complexo esportivo, que vai ser construído na área do antigo Cine Canoeira, no Setor Santa Genoveva. Corridas de rua, esportes amadores e todo o tipo de evento esportivo ligado à prefeitura de Goiânia pode agora ser beneficiado com tal projeto.
O idealizador da lei é do vereador Lucas Kitão, atuante na área esportiva e torcedor declarado do Goiás. O Mais Goiás entrou em contato com o camarista para abordar sobre o assunto, e como os times de Goiânia, poderão se beneficiar com projeto.
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O que é essa Lei sobre os naming rights?
“A lei do naming rights é uma que autoriza esse tipo de contratação, da iniciativa privada com o poder público municipal. Na prática é uma forma do munícipio arrecadar cedendo os nomes complementares por um prazo determinado, de algum evento público. Por exemplo, quadrilha, festa junina, arraiá. Vamos supor o Arraiá de Goiânia Fujioka, Parque Vaca Brava Todinho, situações que podem agora acontecer. A Prefeitura de Goiânia vai poder fazer o levantamento de quais os equipamentos principais a serem procurados, praças, estações de ônibus, terminais etc. Agora a prefeitura vai via licitação poder ceder o nome complementar, não é o principal, por prazo determinado. Uma marca paga para usar o nome dessa locação por um ano, dois, depende do contrato. Tudo será feito por licitação, empresas que exploram jogos de azar, bebidas alcóolicas não podem participar. Por exemplo o Natal Luzes, o projeto que a prefeitura tinha, agora podemos fazer o evento sem gastar, com parceria junto a uma empresa.”
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Sem a lei os times daqui, por exemplo, não poderiam fazer como o São Paulo com o Morumbis e o Corinthians com a Neo Quimica Arena?
“Isso vai depender, pois tem estádio que são municipais, tipo o Morumbi. Os demais são estaduais como o Serra Dourada, que só vai ser possível se a concessionária que rege o local quiser, pois ela tem a concessão e tem a liberdade. Não tem uma lei sobre coisas do estado, de naming rights. Se o estádio for o municipal, o que não temos em Goiânia, se tivesse, era possível por meio desse projeto. Os estádios privados e possível de qualquer forma, cada clube e associação podem fazer esse contrato. Inclusive a ACEG (Associação Comercial e Empresarial), estão com negociações para abrir a venda dos naming rights.”
O Goiás está em negociação para renomear seu estádio, com essa lei, o clube pode ser beneficiado?
“O Goiás está com um processo bem adiantado, mas nesse caso é particular. É uma gestão interna, da SAF, do conselho do clube que resolve. Propriedade particular, então não está sob a lei municipal. Estamos falando de apenas equipamentos públicos do município.”