Bastidores

Goiás x Vila; Entenda as polêmicas do clássico pela série B

Clássico termina com provocações, desabafos e polêmica envolvendo Dellatorre e vazamento no Esmeraldino

Além do 1 a 0: clássico entre Goiás e Vila Nova ferve com bastidores, indiretas e controvérsias
Foto: Heber Gomes/ Roberto Correa/ Reprodução rede social

No futebol goiano, clássico nunca termina no apito final. E o dérbi do último sábado (9/5), na Serrinha, foi mais uma prova disso. Dentro de campo, o Goiás venceu o Vila Nova por 1 a 0, com gol de Anselmo Ramon, pela 8ª rodada da Série B. Fora das quatro linhas, porém, o clássico seguiu pegando fogo: provocações, desabafos, respostas atravessadas e até polêmica nos bastidores envolvendo a escalação de Dellatorre.

Pelo lado esmeraldino, a vitória no clássico foi celebrada intensamente pelos jogadores e pela torcida na Serrinha. Um dos personagens da noite, o goleiro Tadeu, não perdeu a chance de provocar o rival após o apito final. “Muito feliz de vencer mais um clássico e manter a paternidade lá em cima, ‘Choram as rosas’”.

A declaração faz referência ao histórico do confronto. Segundo levantamento do site Futebol de Goyaz, Goiás e Vila Nova já se enfrentaram 300 vezes em jogos oficiais, com ampla vantagem esmeraldina: são 142 vitórias do Goiás, contra 74 triunfos colorados.

Ainda no lado vencedor, o técnico Daniel Paulista fez um forte desabafo após a partida ao comentar o vazamento da escalação esmeraldina antes da bola rolar. A informação de que o zagueiro Kadu seria titular circulou horas antes do clássico, algo que incomodou profundamente o treinador.

“Infelizmente, é uma pessoa que não deveria estar. Eu não sei quem é, não sei se é funcionário, se é jogador, se é comissão técnica, se é dirigente, se é estatutário, não sei, não tenho como afirmar, mas é uma coisa que atrapalha demais, demais. A informação da escalação (esmeraldina), ela vazou de dentro do próprio clube, por pessoas que estão aqui, que dizem que são Goiás, mas, na verdade, não são, trabalham contra o Goiás. O repórter está no direito dele, ele tem que noticiar. Está certo isso. Agora, o que eu fico chateado é com a pessoa que passa a informação, que essa pessoa está dentro do clube”.

Do lado colorado, o vice-presidente Hugo Jorge Bravo rebateu a empolgação rival e tratou a derrota com naturalidade, destacando a evolução recente do Vila Nova no cenário estadual e nacional.

“Nós não vamos transformar esse resultado aqui em terra arrasada, mesmo nós sabendo de onde nós viemos. Aquele pé de manga não existe mais no Vila, não existe aquela terra de muro baixo. Aquela terra em que todo mundo ia lá e batia no Vila. Hoje nós viemos e perdemos a partida, não fizemos nada para ganhar, e eles têm que comemorar para caramba porque até esses dias atrás fazia três anos que não ganhava da gente”.

A fala do dirigente faz referência ao recorte recente do clássico. Antes da vitória esmeraldina no Campeonato Goiano desta temporada, o Vila Nova sustentava uma sequência de dez jogos de invencibilidade diante do rival, com seis vitórias e quatro empates.

Outro assunto que movimentou os bastidores do clássico foi a presença de Dellatorre entre os relacionados do Vila Nova. O atacante havia sido punido inicialmente com três partidas de suspensão pelo STJD, em função de conduta antidesportiva no confronto contra o Confiança, pela terceira fase da Copa do Brasil. Posteriormente, a pena foi reduzida para apenas um jogo.

Mesmo assim, o jogador corria risco de ficar fora do clássico. A diretoria colorada, porém, conseguiu efeito para que a punição fosse cumprida na Copa Centro-Oeste. O argumento utilizado foi de que a suspensão deveria ser aplicada em uma competição de formato eliminatório, semelhante à Copa do Brasil, e não na Série B, disputada em pontos corridos. O pedido foi aceito, liberando Dellatorre para atuar na Serrinha.