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Expectativa da lista final: relembre quem foi e quem ficou de fora das últimas convocações

Suspenses, cortes e escolhas polêmicas marcaram listas históricas da Seleção Brasileira antes dos Mundiais

Convocações históricas: os cortes e surpresas que mexeram com o torcedor brasileiro
Foto: Reprodução CBF

A expectativa por nomes na lista da Seleção Brasileira já é uma constante às vésperas das últimas Copas do Mundo. Assim como ocorre com Neymar, maior mistério da lista final de Carlo Ancelotti, outros craques também viveram esse momento com muito suspense, às vezes com alegria, e outras com frustração.
Quem não se lembra de 1998, quando Romário, atual tetracampeão mundial e considerado o melhor jogador do mundo no ano seguinte, acabou não entrando na lista de Zagallo para a Copa da França?

1994

Felizmente, a dupla Bebeto e Romário trouxe o tetracampeão mundial para o Brasil. Porém, a convocação final do técnico Carlos Alberto Parreira, antes do torneio, foi alvo de contestações. A principal delas: a ausência de Evair.
O atacante, que defenderia o Goiás em 2002, vinha sendo um dos principais destaques e artilheiro do super time do Palmeiras, que quebrou um longo jejum de títulos e conquistou o Campeonato Brasileiro de 1993.
À época, torcedores apontavam que Evair possuía a técnica, a inteligência tática e a capacidade de finalização que a Seleção precisava, mas acabou não figurando entre os convocados.

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1998

O baixinho era cotado para fazer dupla com Ronaldo no torneio, mas sofreu uma lesão muscular na panturrilha às vésperas do torneio e foi cortado pela comissão técnica.
Uma cena em especial ficou marcada à época: o choro de Romário, ao saber que foi cortado da lista. Embora o baixinho acreditasse que conseguiria se recuperar, não conseguiu convencer Zagallo e sua comissão. Emerson, do Bayer Leverkusen, foi chamado para substituir o camisa 11.

2002

No Mundial da Coreia e do Japão, mais uma vez Romário foi cogitado para compor o elenco, o que não aconteceu. No entanto, a dúvida da vez era Ronaldo. O Fenômeno havia sofrido a maior lesão da carreira, uma ruptura total do tendão patelar do joelho direito, em 2000, pela Inter de Milão, deixando o craque 15 meses fora dos gramados.

Em uma recuperação considerada uma das maiores da história do futebol, o camisa ressurgiu a tempo de figurar na lista de Luiz Felipe Scolari, tornando-se o artilheiro do torneio ao lado de Rivaldo.
A maior surpresa na lista de Felipão foi o jovem meia Kaká, de 20 anos, que vivia grande fase no São Paulo. Outro nome inesperado na convocação final foi o volante Kléberson, do Athletico-PR. A Seleção conquistou o penta com 100% de aproveitamento.

2006

Na Copa da Alemanha, a maior e mais comentada ausência do Brasil foi o meia Alex. À época, o ex-Cruzeiro e Palmeiras vivia um momento espetacular no futebol europeu, além de ter sido o capitão e líder de assistências do título da Copa América de 2004.

Porém, Carlos Alberto Parreira priorizou montar um sistema tático ofensivo com Ronaldo, Adriano, Kaká e Ronaldinho Gaúcho, formando o famoso “Quadrado Mágico”, o que acabou limitando as vagas para outros armadores.

Enquanto Alex brilhava pelo Fenerbahçe-TUR, o Brasil decepcionou taticamente na Copa, o que fez a torcida e a mídia questionarem fortemente a ausência do camisa 10.

2010

Na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, Dunga não convocou a jovem dupla do Santos, Neymar e Ganso. A ausência de ambos foi bastante discutida entre torcedores e repercutidas nas principais mesas redondas esportivas.

Outro nome que também acabou de fora foi o de Ronaldinho Gaúcho, o que poderia ter sido a sua última Copa do Mundo. Em forma, o craque ainda viria a conquistar uma Libertadores pelo Atlético-MG quatro anos depois.

No ataque, uma ausência bastante discutida foi a de Adriano. No ano anterior à Copa, o craque havia conquistado o Campeonato Brasileiro pelo Flamengo, e estava em plena forma, e sua não convocação acabou sendo atribuída a problemas de comportamento extracampo e falta de comprometimento nos treinos do rubro-negro.

Dunga ainda seria questionado por não convocar Alexandre Pato. O então treinador da Seleção optou por escolher atletas mais experientes e consolidados taticamente. Uma sequência de lesões também teria justificado a ausência do atacante na lista definitiva.

2014
A busca pelo hexa na Copa do Mundo do Brasil também não ficou imune aos debates entre especialistas da bola e torcedores sobre ausências de nomes na lista final. Entre eles o do meia Lucas Moura, além dos veteranos Kaká e Robinho.

O goleiro Diego Alves, que vivia boa fase no Valência, também ficou de fora, e Júlio César foi o titular da meta canarinho pela segunda copa consecutiva. O jovens Philippe Coutinho, em ascensão no Liverpool-ING, e o volante Lucas Leiva, da mesma equipe, também foram surpreendentemente preteridos na lista final de Felipão.

Outra surpresa foi Bernard. O atacante do Atlético-MG foi chamado por Felipão, e ficou famoso pela célebre frase do treinador ao justificar a convocação: “Que alegria nas pernas tem aquele guri!”. O jovem, no entanto, pouco pôde fazer no Mundial.

2018
Na Copa da Rússia, o nome do lateral direito Daniel Alves ficou de fora da lista. A presença do atleta do Barcelona era certa na relação de Tite, mas uma grave lesão no joelho direito dias antes da convocação o tirou do Mundial. Ele acabou substituído por Fagner, do Corinthians.

O meio-campista goiano Arthur, então destaque do Grêmio, chegou a ser chamado em listas anteriores de 2017, mas não entrou na relação final. O mesmo ocorreu com Luan. Rei da América na conquista da Libertadores na temporada anterior à Copa, o atleta não figurou entre os 23 de Tite.
As surpresas ficaram por conta das convocações do zagueiro Pedro Geromel, do Grêmio, e do ex-Internacional Taison, então no Shakhtar Donetsk-UCR.

2022

Na última Copa do Mundo no Catar, as ausências dos atacantes Gabriel Barbosa, o Gabigol, atual tricampeão da Libertadores à época, Roberto Firmino, campeão mundial pelo Liverpool e que vivia ótima fase no clube inglês, e um jovem Matheus Cunha, do Atlético de Madrid-ESP, foram bastante sentidas.
Tite, por sua vez, optou por centroavantes e atacantes que viviam melhor fase nas ligas europeias, como Richarlison e Gabriel Jesus. Além da dupla, Pedro, do Flamengo, eleito Rei da América na conquista da Libertadores um mês antes, também foi convocado para o ataque.

O jovem Martinelli, do Arsenal, foi uma das surpresas da lista final de Tite.