Geso revela conversa com Berto após o jogo: “Me deu a camisa e até me pediu desculpas”
Geso Oliveira disse que Berto o pediu desculpas e deu a camisa de jogo. No entanto, depois, foi apontado como um dos responsáveis por injúria racial.
Envolvido no episódio da confusão pós-jogo entre Vila Nova e Operário-PR, Geso Oliveira, ex-presidente do Tigre, foi acusado de racismo por Berto. Porém, o colorado disse ter conversado com o atacante antes – quando recebia atendimento, após ser atingido por uma garrafa lançada por outro atleta do clube paranaense.
Segundo Geso, Berto se desculpou e deu a camisa de jogo, como forma de encerrar o episódio. No entanto, a situação mudou na Central de Flagrantes, na madrugada pós-jogo, quando Geso foi apontado como um dos responsáveis por injúria racial.
“É importante destacar que, em nenhum momento antes do depoimento na delegacia, o jogador havia feito acusações contra mim. Ao contrário.
Antes disso, Berto me procurou para pedir desculpas pela grave agressão gratuita que sofri por parte do seu companheiro de time, que me acertou com uma garrafa arremessada do campo, que culminou num corte no meu lábio superior e a necessidade de quatro pontos para sutura. Em ato instintivo, arremessei de volta a garrafa para o campo.
Berto chegou a me presentear com sua própria camisa usada no jogo, na tentativa de se retratar pela confusão iniciada em campo. Nesse momento, o jogador me afirmou que não tinha quaisquer acusações de injúria racial contra mim. As acusações eram feitas contra um outro torcedor.
Tudo isso foi gravado pela própria Imprensa que cobria o jogo e foi divulgado em imagens nas redes sociais ainda na madrugada de sábado para domingo.
Após tais acontecimentos, me dirigi de forma espontânea à Central de Flagrantes da Polícia Civil de Goiânia, num ato de boa-fé, para ajudar no esclarecimento dos fatos e também para registrar um boletim de ocorrência da agressão que sofri. Mas me deparei com a mudança de afirmação do jogador, que passou a fazer acusações falsas contra mim, em depoimento à polícia.
Reforço e deixo público que, além da agressão física, fui vítima de uma clara tentativa de assassinato de reputação, a partir de denúncia caluniosa por parte do jogador do Operário Ferroviário”, citou Geso Oliveira, em nota enviada ao Mais Goiás.