CRÍTICAS

Pedaços de asfalto atingem pilotos no MotoGP Goiânia; Márquez fala em condições ‘inaceitáveis’

Vencedor da corrida, o italiano Marco Bezzecchi elogiou a organização, mas pediu melhorias para 2027

Pilotos atingidos por pedaços do asfalto no MotoGP em Goiânia reclamam: 'Condições inaceitáveis'
Pilotos atingidos por pedaços do asfalto no MotoGP em Goiânia reclamam: 'Condições inaceitáveis' (Foto: Reprodução - X - Álex Rins)

Alguns pilotos foram atingidos por pedaços de asfalto durante a corrida do MotoGP Goiânia, no domingo (22). Um deles foi Álex Márquez, que chegou a mostrar roxos aos jornalistas em seu braço após a competição, mas não permitiu que fotografassem. “Condições foram inaceitáveis”, declarou.

A corrida teve atrasos na programação na sexta-feira (20) devido à chuva e no sábado (21) por causa de um buraco na pista. No domingo, os pilotos foram informados da redução da corrida da classe-rainha de 31 para 23 voltas em decorrência das condições do asfalto em duas curvas: a 10 e a 12.

“Foi muito estranho, correr com menos voltas e condições complicadas. Entre as curvas 10 e 11, o asfalto estava se desfazendo, com pedras e tudo. Então as condições de hoje foram inaceitáveis, para ser honesto. Mas foi assim, e tivemos um grande show”, disse Márquez em coletiva na sala de imprensa.

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Outros pilotos relataram que o asfalto se soltava no trecho final e podia atingi-los. “Durante o aquecimento e a corrida, observei condições de pista com aderência reduzida. Atribuo isso, em parte, à corrida da Moto2. Embora eu não tenha visto detritos significativos na pista, confirmo que um pedaço de asfalto atingiu meu dedo”, relatou Álex Rins, da Yamaha.

Já o brasileiro Diogo Moreira, estreante na categoria, confirmou que também foi atingido, mas minimizou. “Sobre os buracos, percebi que houve um aumento em relação aos dias anteriores. É algo que pode acontecer, como já vi na Indonésia. No geral, o evento foi aprovado, e espero que sirva para que a organização se atente ainda mais às condições do asfalto para futuras edições.”

Ele continuou: “Já sobre os pedaços de asfalto soltos, fui atingido por eles durante a corrida, principalmente enquanto recuperava posições. É algo comum, e já tinha percebido a situação no warm-up. Espero que essa questão seja resolvida para as próximas corridas.”

Para o campeão de 2020, Joan Mir, atingido na perna, a organização acertou em reduzir as voltas. “A situação foi piorando, então foi a decisão correta reduzir a duração da corrida. Acho que do jeito que estava já foi longo, então imagina 31 voltas. Isso ajudou a todos, incluindo a Michelin”, se lembrou de caso semelhante no primeiro GP da Indonésia em Mandalika. “Se a pista estivesse pior do que estava, aí seria um grande risco. A situação me lembra um pouco Mandalika. Lá, a corrida também foi reduzida, então acho que essa foi a decisão correta e, felizmente, ninguém caiu nessa curva.”

Vencedor da corrida, o italiano Marco Bezzecchi, da Aprilia, elogiou a organização, mas pediu melhorias para 2027. “Devo dizer que estou muito satisfeito com o trabalho realizado com a pista, já que tudo foi executado em um curto espaço de tempo”, disse. Segundo ele, “é verdade que houve alguns pequenos inconvenientes com a pista, mas, repito, trata-se de um novo asfalto, um paddock novo. Penso que devemos estar satisfeitos, pois o clima traz vários desafios. Estivemos muito bem ontem [sábado] e hoje [domingo], mas, honestamente, não tenho como reclamar muito”.

O Mais Goiás procurou a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) de Goiás para comentar acerca dos problemas no asfalto. O portal aguarda retorno e esta matéria poderá ser atualizada.