Braile, trilhas e ciclismo aproximam pessoas com deficiência visual da natureza em Goiás
Programa Meu Parque leva inclusão e educação ambiental ao Parque Estadual da Mata Atlântica. Ação foi organizada pela Secretaria de Meio Ambiente de Goiás
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O Parque Estadual da Mata Atlântica (Pema) realizou, nos dias 18 e 19 de julho, o um encontro voltado à inclusão de pessoas com deficiência visual (DV), à conscientização ambiental e à valorização das unidades de conservação. A ação integrou o eixo Inclusão do programa Meu Parque, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad), e também fez parte da mobilização nacional Um Dia no Parque.
O programa Meu Parque tem como objetivo aproximar comunidades, escolas e visitantes das unidades de conservação estaduais, fortalecendo o sentimento de pertencimento, incentivando o desenvolvimento sustentável e promovendo a conservação ambiental.
Para a realização do encontro, a Semad convidou a Associação Goiana Na Bike com DV (NBDV), entidade que promove a inclusão social de pessoas com deficiência visual por meio do ciclismo. Durante os dois dias de programação, os participantes vivenciaram experiências de contato com a natureza, educação ambiental, atividades esportivas e integração social.
Identificação de pegadas de animais
No primeiro dia, os visitantes participaram de uma imersão no Parque Estadual da Mata Atlântica, conhecendo a estrutura e os atrativos da unidade de conservação. A programação incluiu uma caminhada por uma trilha de 1km, oficina de identificação de pegadas de animais silvestres e exposição de animais taxidermizados. As peças e as amostras de pegadas contavam com identificação em braile, permitindo aos participantes conhecer, por meio do tato, algumas das principais espécies encontradas no parque.
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Segundo os organizadores, a atividade foi marcada por momentos de emoção entre os participantes, colaboradores e voluntários envolvidos na ação.
Ainda no primeiro dia, o grupo realizou um passeio de canoa e percorreu uma trilha de 3,5 quilômetros. À noite, a programação foi encerrada com um luau, animado pelos próprios participantes da associação, seguido por uma leitura em braile sobre a Mata Atlântica.
Passeio ciclístico no parque
No segundo dia, um dos momentos mais aguardados foi o passeio ciclístico. De acordo com a organização, muitos dos participantes nunca haviam pedalado em estradas e tiveram a oportunidade de vivenciar a experiência em um ambiente seguro e adaptado.
A programação foi concluída com um novo passeio de canoa e um momento de lazer no rio Corumbá.
Para a Semad, o encontro reforça a importância de tornar as unidades de conservação cada vez mais acessíveis, ampliando a participação de diferentes públicos em ações de educação ambiental, lazer e contato com a natureza, ao mesmo tempo em que fortalece a inclusão social e a preservação do patrimônio ambiental goiano.