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Após ser chamado de fraco, papa diz que não tem medo de Donald Trump

Ofensas ao pontífice ocorrem depois de semanas de apelos pelo fim da guerra no Irã

Após ser chamado de fraco, papa diz que não tem medo de Donald Trump Ofensas ao pontífice ocorrem depois de apelos pelo fim da guerra no Irã
Imagem: Reprodução

O confronto entre o papa Leão 14 e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ganhou novos capítulos após declarações públicas que elevaram o tom entre as duas lideranças. Depois de ser chamado de “fraco” e “terrível”, o pontífice reagiu afirmando que não teme a administração americana e que seguirá defendendo suas posições.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (13), durante um voo oficial rumo à África. Sem entrar diretamente em um embate político, o papa reforçou que sua atuação está baseada nos princípios religiosos. “Não tenho medo da administração Trump. Vou continuar a falar em voz alta da mensagem do Evangelho”, disse a jornalistas.

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Confronto direto e sem precedentes

Esse é considerado o momento mais explícito de tensão entre os dois desde que Leão 14, nascido como Robert Prevost, se tornou o primeiro papa norte-americano da história. Apesar de evitar um confronto direto, o pontífice criticou o uso da religião para justificar conflitos e voltou a defender o diálogo entre nações.

Segundo ele, a missão da Igreja não deve ser confundida com disputas políticas. “Não sou um político”, afirmou, ao destacar que continuará se posicionando contra guerras e em favor da paz, do multilateralismo e da diplomacia internacional.

Críticas e provocações de Trump

As declarações do papa vieram horas após Trump publicar críticas em suas redes sociais, questionando posições do líder religioso sobre temas como política externa e conflitos internacionais. O presidente também fez provocações ao compartilhar imagens geradas por inteligência artificial com referências religiosas.

Além disso, Trump sugeriu que o papa teria sido escolhido por sua nacionalidade, o que intensificou ainda mais a repercussão do caso no cenário internacional.

Repercussão internacional

A troca de declarações repercutiu fortemente na Europa. Na Itália, autoridades como o presidente Sergio Mattarella e a primeira-ministra Giorgia Meloni manifestaram apoio ao papa e criticaram as falas do líder norte-americano.

Entidades religiosas também reagiram. A conferência episcopal italiana destacou que o papa não deve ser tratado como adversário político, mas como uma liderança espiritual global, especialmente em um momento de conflitos e tensões internacionais.

Contexto de tensão global

As declarações acontecem em meio a críticas frequentes do papa a conflitos armados recentes, especialmente no Oriente Médio. Nos últimos dias, Leão 14 tem defendido publicamente o fim das guerras e alertado sobre o uso de justificativas religiosas para ações militares.

Mesmo diante das críticas, o pontífice reforçou que continuará se posicionando. “Muitos inocentes estão sofrendo. Alguém precisa se levantar e dizer que existe um caminho melhor”, concluiu.