Assessor de Trump diz que ‘Groelândia deve fazer parte dos Estados Unidos’
“Ninguém vai lutar militarmente contra os Estados Unidos pelo futuro da Groenlândia”, disse Stephen Miller à CNN
Em entrevista à CNN, o chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, afirmou que “a Groelândia deve fazer parte dos Estados Unidos” e que essa é a posição formal do governo do presidente Donald Trump. Por outro lado, Miller disse acreditar que não será necessário o uso de força militar para anexar o território.
“Ninguém vai lutar militarmente contra os Estados Unidos pelo futuro da Groenlândia”, disse o chefe de gabinete adjunto. Atualmente, a Groelândia pertence à Dinamarca.
“Qual é a base da reivindicação territorial deles [os dinamarqueses]? Qual é a justificativa para considerarem a Groenlândia uma colônia da Dinamarca? Os Estados Unidos são a potência da Otan. Para que os Estados Unidos garantam a segurança da região ártica, para proteger e defender a Otan e seus interesses, obviamente, a Groenlândia deveria fazer parte dos Estados Unidos, e essa é uma conversa que teremos como país.”
A esposa de Miller, Katie Miller, reacendeu a discussão sobre o desejo de Trump de anexar a Groenlândia no sábado (3), publicando uma imagem do território em um mapa com a bandeira dos Estados Unidos sobreposta. Ela escreveu: “EM BREVE”.
O primeiro aceno de Donald Trump no sentido de sugerir uma investida contra Groelândia foi dada no mesmo dia em que as Forças Armadas norte-americanas invadiram a Venezuela e prenderam o ditador Nicolás Maduro.
Os líderes políticos da Dinamarca reagiram e cobraram de Trump que cesse com as ameaças. “Não faz absolutamente nenhum sentido falar sobre a necessidade de os EUA anexarem a Groenlândia. Os EUA não têm o direito de anexar nenhum dos três países do Reino da Dinamarca”, afirmou a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, em um comunicado.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen também se manifestou: “Quando o presidente dos Estados Unidos diz que ‘precisamos da Groenlândia’ e nos associa à Venezuela e à intervenção militar, isso não é apenas errado. É desrespeitoso”.