Atentado

Atirador que tentou invadir jantar da Casa Branca tinha Trump como alvo, diz procurador

Allen disparou uma espingarda contra um agente no hotel Washington Hilton

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Atirador seria um lobo solitário | Foto: Reprodução

O procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, afirmou neste domingo (26) que as autoridades acreditam que Cole Thomas Allen, o atirador preso após disparar contra um agente do Serviço Secreto na véspera, tinha como alvo o presidente Donald Trump e membros do governo americano. Allen deve ser formalmente acusado na segunda-feira (27) por agressão e disparo de arma de fogo em tentativa de matar um agente federal. Segundo Blanche, o suspeito não estava cooperando com os investigadores e a motivação do ataque ainda não foi esclarecida.

O incidente ocorreu no sábado (25), quando Allen disparou uma espingarda contra um agente em um posto de controle do hotel Washington Hilton, em Washington, pouco antes de ser imobilizado e preso. Ele estava armado também com uma pistola e várias facas. Trump e a primeira-dama Melania foram retirados às pressas do palco do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca logo após os tiros.

Allen tem 31 anos, mora em Torrance, na Califórnia, e, segundo a imprensa norte-americana, trabalha como professor e desenvolvedor de jogos. Ele se formou em engenharia mecânica pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia em 2017 e concluiu mestrado em ciência da computação em 2025. Segundo a Bloomberg, comprou a espingarda oito meses antes do ataque e a pistola dois anos antes. Trump declarou à Fox News que o suspeito escreveu um manifesto anticristão. “O cara é um doente. Quando você lê o manifesto dele, ele odeia cristãos”, disse o presidente.

É a terceira tentativa de atentado contra Trump desde 2024. Em julho daquele ano, ele foi atingido de raspão por uma bala durante um comício em Butler, na Pensilvânia. O Washington Hilton é o mesmo hotel onde, em 1981, John Hinckley Jr. tentou matar o presidente Ronald Reagan do lado de fora do edifício.

O episódio foi usado por Trump para defender a construção de um salão de eventos dentro dos terrenos da Casa Branca, projeto orçado em 400 milhões de dólares. Líderes ao redor do mundo condenaram o ataque e expressaram solidariedade. O procurador-geral interino afirmou ainda estar confiante de que o rei Charles 3º, do Reino Unido, estará seguro durante a visita de Estado aos EUA prevista para esta semana.

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