Banhista sofre paralisia total após picada de animal em praia; veja foto
Vítima encostou em animal venenoso enquanto estava em águas rasas
Um banhista sofreu paralisia total após a picada de um animal em uma praia, em um caso que chocou pela gravidade e pelos riscos envolvidos. O episódio aconteceu na praia de Balmoral, em Sydney, na Austrália, e envolveu um polvo-de-anéis-azuis, espécie considerada uma das mais venenosas do mundo.
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O homem de 43 anos, identificado como Jaun-Paul Kalman, estava com a água na altura da cintura quando pegou uma concha de ostra. Sem perceber, o animal marinho estava escondido dentro da concha e se prendeu às articulações do polegar da vítima, exibindo seus anéis azuis pulsantes, sinal clássico de alerta da espécie.
Sintomas surgiram minutos depois
Apesar de não sentir dor no momento da picada, cerca de 20 minutos depois Jaun-Paul começou a apresentar dormência no polegar e nos lábios, seguida de confusão mental e dificuldade severa para falar. O quadro evoluiu rapidamente, e ele foi encaminhado ao Hospital Royal North Shore.
Pouco tempo após dar entrada na unidade, os médicos constataram a progressão da paralisia muscular. Às 14h30, o paciente já apresentava insuficiência respiratória, sendo necessário recorrer ao coma induzido e à ventilação mecânica para mantê-lo vivo.

Consciente, mas sem conseguir se mover
Segundo o relato clínico divulgado posteriormente, Jaun-Paul permaneceu consciente durante todo o processo de paralisação do corpo, conseguindo ouvir vozes e perceber estímulos externos, mesmo sem conseguir se mexer ou falar. Ele ficou em coma por 20 horas.
Mesmo após receber alta, o banhista voltou a apresentar novos episódios de paralisia, chegando a desmaiar no corredor de um supermercado no dia seguinte ao fim do tratamento intensivo.
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Por que o polvo-de-anéis-azuis é tão perigoso
O polvo-de-anéis-azuis produz a tetrodotoxina, uma neurotoxina cerca de 1.200 vezes mais potente que o cianeto. A substância bloqueia os impulsos nervosos, causando paralisia dos músculos voluntários e, em casos graves, do diafragma, o que pode levar à morte por asfixia.
Não existe antídoto para o veneno. O tratamento consiste apenas em suporte respiratório até que o organismo consiga eliminar a toxina naturalmente.
Apesar do alto risco, especialistas destacam que o animal é tímido e não agressivo, atacando apenas quando é manuseado ou pressionado. Historicamente, há cerca de 11 mortes confirmadas associadas a essa espécie.
Banhista sofre paralisia após picada de animal em praia; veja foto do polvo-de-anéis-azuis

