Caçador sobrevive a ataque de urso de 180 kg com manobra inusitada; saiba qual
Americano teve perfurações na perna causadas pelas mordidas e levou centenas de pontos e grampos na cabeça
Um caçador que sobreviviu a um ataque de urso de 180 kg após recorrer a uma manobra inusitada durante o “encontro” na natureza selvagem dos Estados Unidos contou seu relato. O episódio, que voltou a repercutir recentemente, mostra como reflexos e decisões tomadas em segundos podem ser decisivos diante de um ataque de urso-pardo.
Chase Dellwo, 26 anos, participava de uma expedição de caça com o irmão no interior de Montana (EUA) quando acabou se aproximando demais de um urso-pardo macho, com cerca de 180 quilos, que dormia na região. As condições climáticas contribuíram para o susto: ventos de até 65 km/h e neve intensa abafaram o som dos passos do caçador, impedindo que o animal percebesse sua presença. Quando o urso acordou, Chase estava a aproximadamente um metro de distância.

O ataque de urso foi imediato. O animal derrubou o caçador no chão e mordeu sua cabeça. Em seguida, segundo o próprio relato, o urso chegou a recuar por instantes, mas permaneceu sobre ele, rugindo, antes de voltar a atacá-lo, mordendo sua perna e chegando a arremessá-lo ao ar. Foi nesse momento que Chase lembrou de uma informação curiosa, lida anos antes em um artigo de jornal que havia ganhado da avó, sobre o reflexo de náusea em animais de grande porte.
Quando o urso avançou novamente, o caçador colocou em prática a manobra inusitada: enfiou o braço direito na garganta do predador. A reação surpreendeu o animal, que interrompeu o ataque e fugiu do local. Mesmo gravemente ferido, Chase conseguiu se arrastar até onde estava o irmão e foi levado para um hospital da região.
Apesar da gravidade do episódio, o caçador sobreviveu ao ataque de urso de 180 kg, mas precisou levar centenas de pontos e grampos na cabeça, além de tratar um grande hematoma no olho e perfurações profundas na perna causadas pelas mordidas. Em entrevistas posteriores, Chase afirmou não culpar o animal. Para ele, o urso apenas reagiu por instinto de defesa ao ser surpreendido, destacando que ambos demonstraram medo durante o confronto.
