Sexta-feira, 24 de Julho de 2026
cortes profundos

Coberta de sangue: idosa de 95 anos é acusada de matar colega de quarto em asilo

Mulher também foi acusada de porte ilegal de arma; vítima era sobrevivente do Holocausto

Por - Goiânia, GO
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Coberta de sangue: idosa de 95 anos é acusada de matar colega de quarto em asilo Mulher também foi acusada de porte ilegal de arma

Uma idosa de 95 anos foi presa em Nova York após ser acusada de matar a colega de quarto em um asilo. O caso chocante ocorreu no Seagate Rehabilitation and Nursing Center, no Brooklyn, onde a vítima, Nina Kravtsov, de 89 anos, foi encontrada coberta de sangue e com cortes no rosto e na cabeça.

A suspeita, Galina Smirnova, de 95 anos, estava no banheiro usando um avental hospitalar sujo de sangue. Segundo a denúncia, ela lavava as mãos na pia e tinha manchas nas pernas quando os policiais chegaram. No local, uma cadeira de rodas quebrada foi encontrada, com peças ensanguentadas espalhadas pelo quarto e do lado de fora da janela.

Nina chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos. A causa da morte foi confirmada como traumatismo craniano provocado por objeto contundente.

De acordo com o jornal New York Post, Galina sofre de demência. Ela foi formalmente acusada de homicídio em segundo grau e porte ilegal de arma, mas se declarou inocente. O Ministério Público chegou a pedir uma avaliação de saúde mental, que foi negada pelo juiz. A idosa segue presa até a próxima audiência, marcada para esta sexta-feira (19).

O caso ganhou ainda mais repercussão porque a vítima era uma sobrevivente do Holocausto. Natural de uma pequena cidade da Ucrânia, Kravtsov sobreviveu à invasão nazista, viveu em um gueto e quase foi enviada a um campo de concentração. Anos depois, já nos Estados Unidos, trabalhou como enfermeira, criou a filha sozinha e, há cinco anos, após um derrame, foi internada no Seagate.

O advogado da família, Randy Zelin, criticou duramente o asilo. “Temos uma mulher que sobreviveu ao Holocausto, superou todas as adversidades e deveria ser protegida. Em vez disso, acaba com a cabeça esmagada a ponto de ficar irreconhecível”, disse.

Segundo ele, Galina havia chegado ao local apenas dois dias antes e foi colocada no mesmo quarto porque as duas falavam russo. Registros da unidade indicam que ninguém além da equipe médica entrou no quarto no intervalo entre 20h55 e 21h55, período em que o crime ocorreu.

A defesa pública de Smirnova ainda não se manifestou sobre o caso.

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