Sábado, 03 de Outubro de 2026
INCIDENTE EM VOO

Copiloto atacou comandante com machado guardado na cabine para emergências, dizem Emirados

Autoridades investigam a motivação e possíveis conexões do copiloto

Da Redação
Por - Goiânia, GO
Publicado em:
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O machado usado pelo copiloto para atacar o comandante de um voo da Flydubai não entrou escondido no avião: fazia parte do próprio equipamento de emergência mantido na cabine. A informação foi divulgada neste sábado (3) pela Procuradoria-Geral dos Emirados Árabes Unidos, que classificou o episódio ocorrido no voo FZ1073, entre Dubai e Tel Aviv, como uma tentativa de “ataque terrorista”.

Conhecido na aviação como crash axe, o machado é mantido na cabine para situações extremas, como quebrar uma janela para permitir a saída da tripulação ou abrir painéis para alcançar focos de incêndio. Segundo as autoridades dos Emirados, o copiloto pegou o equipamento, feriu o comandante e tentou assumir os controles da aeronave.

Mesmo ferido e caído no chão da cabine, o comandante conseguiu destrancar a porta. Passageiros perceberam a movimentação, entraram no cockpit e ajudaram a dominar o copiloto. Pilotos que viajavam fora de serviço assumiram os controles e levaram o avião até Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita, onde foi realizado o pouso de emergência. Mais de 170 passageiros e tripulantes estavam a bordo.

O copiloto não foi identificado oficialmente pelos Emirados. Duas fontes ligadas ao caso disseram à Reuters que se trata de Hammam al-Hammami, cidadão de Omã. Após ser detido na Arábia Saudita, ele foi transferido para Abu Dhabi. A Flydubai afirma que o episódio continua sob investigação e informou que ainda não pode comentar os detalhes.

A investigação tenta agora esclarecer o que motivou o ataque e se houve participação de outras pessoas ou grupos. O procurador-geral Hamad Saif Al Shamsi afirmou que evidências físicas e digitais estão sendo examinadas e que os resultados serão divulgados após a conclusão dos procedimentos. A declaração deste sábado foi a primeira vez que investigadores dos Emirados classificaram oficialmente o caso como uma tentativa de ataque terrorista.

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