Visita

Em Mônaco, Papa Leão XIV condena “abismos entre pobres e ricos” e cobra solidariedade

O Pontífice citou conflitos internacionais durante discurso

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O Papa ao lado do príncipe Albert II durante visita a Mônaco | Foto: Vatican Media

O Papa Leão XIV criticou neste sábado a concentração de riqueza e defendeu a redistribuição de bens durante visita ao Principado de Mônaco, um dos territórios mais ricos do mundo. Em discurso na varanda do Palácio do Príncipe, diante de milhares de fiéis, o Pontífice denunciou “estruturas de pecado que abrem abismos entre pobres e ricos, entre privilegiados e descartados, entre amigos e inimigos”.

O Papa afirmou ainda que “cada talento, cada oportunidade, cada bem depositado em nossas mãos tem um destino universal, uma exigência intrínseca de não ser retido, e sim redistribuído”. O discurso foi proferido em francês, língua oficial do principado, e incluiu referência a conflitos internacionais, com alerta de que “a ostentação da força e a lógica da prevaricação prejudicam o mundo e ameaçam a paz”.

Leão XIV chegou a Mônaco pela manhã em helicóptero vindo de Roma e foi recebido pelo príncipe Albert II e pela princesa Charlène. O monarca reconheceu o “imperativo de solidariedade por parte daqueles que têm mais recursos” e defendeu que mesmo pequenos Estados podem contribuir para melhorar o mundo.

A programação incluiu encontro com a comunidade católica na catedral da Imaculada Conceição e visita à igreja de Santa Devota, padroeira local. O ponto alto da agenda será uma missa ao ar livre no Estádio Louis II, com público esperado de cerca de 15 mil pessoas.

A visita ocorre às vésperas da Páscoa e é vista como um termômetro da popularidade do Pontífice, que sucedeu Francisco com perfil mais discreto. Em Mônaco, onde o catolicismo é religião de Estado, cerca de 8% da população se declara praticante.

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