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Líder cristão de ‘cura gay’ é preso após marcar ‘encontro’ para sexo com menino

Alan Chambers conversou com um policial pensando que era um menor de idade

Líder cristão de cura gay é preso após marcar encontro para 'sexo' com menino de 14 anos Alan Chambers um menor de idade
Imagem: Reprodução

Um líder cristão ligado à chamada cura gay foi preso nos Estados Unidos após marcar um encontro para sexo com um menino de 14 anos, que na verdade era um policial disfarçado. O caso envolve o americano Alan Chambers, de 54 anos, e ganhou repercussão pela gravidade das acusações e pelo histórico do suspeito em movimentos religiosos.

Prisão de líder cristão após encontro para sexo

Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Orange, o líder cristão manteve conversas com quem acreditava ser um menino de 14 anos entre fevereiro e maio. Durante o período, ele enviou mensagens de teor sexual e insistiu na tentativa de marcar um encontro para sexo, utilizando aplicativos como Snapchat e Telegram.

As autoridades afirmam que o suspeito chegou a sugerir detalhes logísticos para o encontro e demonstrou preocupação com a possibilidade de ser descoberto. A abordagem fazia parte de uma operação policial, que acabou levando à prisão do investigado.

Mensagens explícitas e tentativa de aliciamento

De acordo com a investigação, o líder cristão enviou conteúdos explícitos, incluindo imagens íntimas, além de mensagens nas quais dizia desejar o adolescente e mencionava “amor proibido”. Em uma das conversas, ele chegou a questionar se seria errado manter relação com um menino de 14 anos.

Alan Chambers — Foto: Reprodução/Orange County Sheriff’s Office

A polícia classificou o caso como tentativa de aliciamento. “Nossos detetives impediram um predador antes que ele tivesse a chance de prejudicar um menor”, informou o gabinete do xerife.

Histórico do líder cristão com a cura gay

O caso ganhou ainda mais repercussão por envolver um líder cristão que já esteve à frente de uma organização ligada à cura gay, prática que defendia a reversão da orientação sexual. Alan Chambers liderou o ministério Exodus International entre 2001 e 2013.

Anos depois, ele pediu desculpas públicas e reconheceu que a prática causava danos às pessoas envolvidas, embora tenha mantido posicionamentos conservadores sobre sexualidade.

Acusações após prisão e medidas da Justiça

Após a prisão, o líder cristão foi liberado mediante pagamento de fiança de cerca de US$ 15 mil. Ele responde por acusações como aliciamento de menor por meio eletrônico, envio de material impróprio e uso ilegal de dispositivos de comunicação.

A Justiça determinou que Alan Chambers não tenha contato com menores de idade e proibiu o uso de redes sociais. O acesso à internet foi permitido apenas para fins profissionais enquanto o caso segue em andamento.