Pesquisa científica aponta que o mundo ‘acaba neste ano’; veja a data
Estudo de pesquisadores da Universidade de Illinois de 1960 revelou 'a data para o apocalipse'
A ideia de que o mundo pode acabar neste ano, segundo uma pesquisa científica, voltou a circular e chama atenção por ter origem não em profecias religiosas, mas em cálculos acadêmicos feitos por cientistas. O estudo, que atravessou décadas, ficou conhecido por associar o possível “fim do mundo” a um colapso social provocado pelo crescimento populacional descontrolado.
Ao longo da História, previsões apocalípticas sempre estiveram presentes. A mais antiga conhecida tem cerca de 4.800 anos, enquanto versões mais recentes envolvem desde interpretações religiosas do Juízo Final até teorias modernas que falam em novas “arcas de Noé”. A maioria dessas previsões, porém, nasce de crenças espirituais — não da ciência.
Esse cenário mudou em 1960, quando a ciência entrou definitivamente no debate. Os pesquisadores Heinz von Foerster, Patricia Mora e Lawrence Amiot, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, divulgaram um estudo que utilizava modelos matemáticos para prever o chamado Doomsday, termo usado para definir um possível colapso da civilização.
Segundo a pesquisa científica, o evento que marcaria o “fim do mundo” ocorreria em 13 de novembro de 2026. A conclusão foi baseada na análise das tendências da sociedade ocidental ao longo do século anterior. Diferentemente de cenários comuns em filmes, a ameaça não seria uma guerra nuclear, um asteroide ou um supervulcão, mas algo muito mais cotidiano: a superpopulação da Terra.
A lógica apresentada era direta. Os avanços da medicina estariam impulsionando um crescimento acelerado da população mundial, enquanto a produção de alimentos não conseguiria acompanhar essa demanda. A partir de determinado ponto, o sistema entraria em colapso, levando ao caos social e, consequentemente, ao desaparecimento da vida como conhecemos.
Quando o estudo foi publicado, em 1960, o planeta abrigava cerca de três bilhões de pessoas. Hoje, esse número já ultrapassa os oito bilhões, o que ajudou a reacender o debate. Não por acaso, relatos sobre bilionários se preparando para cenários extremos ganharam espaço, com a suposta construção de bunkers por nomes como Mark Zuckerberg, da Meta, e Jeff Bezos, da Amazon.
Apesar do impacto do estudo, a própria ciência tratou de relativizar as conclusões ao longo dos anos. Pesquisas posteriores indicam que os dados populacionais atuais, aliados aos avanços na engenharia de alimentos, na tecnologia e na gestão de recursos, não sustentam a previsão feita na década de 1960. Para a maioria dos especialistas, o colapso global descrito pelo trio de Illinois não passa de uma hipótese ultrapassada.
Ainda assim, o estudo segue sendo um lembrete de que o crescimento populacional, o consumo desenfreado e a sustentabilidade continuam no centro das grandes discussões sobre o futuro da humanidade.