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Prisão de Maduro: 57,7% dos venezuelanos aprovam operação dos EUA

Pesquisa ouviu venezuelanos que moram no país e fora dele. Aprovação é maior entre os entrevistados que emigraram para outras nações

Prisão de Maduro: 57,7% dos venezuelanos aprovam operação dos EUA (Foto: Reprodução)
Prisão de Maduro: 57,7% dos venezuelanos aprovam operação dos EUA (Foto: Reprodução)

O instituto Atlas divulgou uma pesquisa nesta quarta-feira (14) que mostra que 57,7% dos venezuelanos aprovam a operação militar ordenada pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que resultou na prisão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, no dia 3 de janeiro deste ano.

46,7% dos entrevistados que moram na Venezuela aprovam a operação, ao passo que 25,4% desaprovam. 27,9% não souberam responder. Já 90,8% dos venezuelanos que residem fora do país viram a ação com bons olhos, enquanto que apenas 6,3% condenaram-na e 2,9% não quiseram opinar.

O levantamento ouviu 11.285 pessoas entre os dias 5 e 11 de janeiro. Desse universo, fizeram parte pessoas que moram tanto dentro do país-alvo da operação de Trump, quanto venezuelanos que vivem nos Estados Unidos, Canadá e outras localidades da América Latina. A margem de erro é de um ponto percentual e o nível de confiança é de 95%.

Liberação de presos

Nesta quarta-feira, o governo da presidente venezuelana Delcy Rodríguez, sucessora de Maduro, libertou outros cinco presos políticos que o regime mantinha sob custódia há anos. Trata-se de Belises Cubillán Fuenmayor, Ramón De Jesús Centeno Navas, Víctor Ugas Azócar, Carlos Marcano Mogollón y Roland Carreño. Os quatro últimos são jornalistas.

No entanto, em que pese a liberação dos cinco presos, são crescentes as críticas ao regime em função da demora para liberar a totalidade das pessoas detidas por motivos políticos, muitas das quais têm sido submetidas a tratamentos desumanos, cerceamento do direito de defesa e desaparecimentos.

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, afirmou nesta quarta que já passa de 400 o número de presos políticos liberados desde a queda de Maduro. No entanto, ONGs negam que o dado seja verdadeiro e dizem que o processo de desencarceramento está sendo marcado por sucessivos adiamentos.