Mobilização

Terceira onda de protestos anti-Trump reúne multidões nos 50 estados dos EUA

A maior concentração de manifestantes deve ocorrer em Minnesota

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É o terceiro protesto anti-Trump desde junho | Foto: Reprodução

Pela terceira vez, o movimento “No Kings” (sem reis, no original) levou multidões às ruas dos Estados Unidos neste sábado (28). Protestos contra o governo Trump foram registrados nos 50 estados, com mais de 3.200 eventos programados por opositores do presidentem, contrários às políticas de imigração, ao andamento da guerra no Irã e ao que descrevem como concentração de poder no Executivo federal.

A maior concentração de manifestantes deve ocorrer em Minnesota, onde as cidades vizinhas de Minneapolis e St. Paul se tornaram epicentro da resistência ao governo federal. A região ganhou notoriedade depois que dois cidadãos americanos morreram em operações de agentes de imigração. Mais de 100 mil pessoas devem se reunir no Capitólio estadual, com shows de Bruce Springsteen e Joan Baez.

O crescimento do movimento para além das grandes metrópoles é o dado que mais chama atenção dos organizadores. Dois terços dos atos acontecem em cidades menores, expansão de quase 40% em relação à estreia do movimento. “A história que define a mobilização deste sábado não é apenas quantas pessoas estão protestando, mas onde elas estão protestando”, afirmou Leah Greenberg, cofundadora do Indivisible, principal grupo por trás da iniciativa.

As mobilizações anteriores acumularam entre 4 e 6 milhões de participantes em junho e cerca de 7 milhões em outubro, segundo levantamento do jornalista G. Elliott Morris. Com as eleições legislativas marcadas para novembro, os organizadores dizem observar engajamento crescente inclusive em redutos republicanos como Idaho, Wyoming e Utah.

O governo federal ignorou as manifestações. A porta-voz da Casa Branca Abigail Jackson as classificou como “sessões de terapia da Síndrome de Perturbação de Trump”, destinadas apenas ao consumo da imprensa. Nas ruas de Washington, a guerra no Irã dominava os cartazes e os discursos. “Ninguém está nos atacando”, disse Morgan Taylor, 45 anos, que levou o filho de 12 anos ao protesto. “Não precisamos estar lá.”

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