Assembleia debate reajuste de 5,94% para servidores estaduais
Projeto do governo é criticado pela oposição
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa começou a debater, nesta quinta-feira (18), projeto do governo do estado que reajusta em 5,94% os vencimentos, subsídios e proventos do pessoal civil e militar ativo e inativo e pensionistas, inclusive empregados públicos. A revisão salarial será dividida em duas parcelas – a primeira a partir de 1º de maio de 2023, e a segunda, a partir de 1º de outubro.
A deputada Bia de Lima (PT) critica a proposta. “Não houve acordo, em momento nenhum houve acordo”, diz ela ao afirmar que o governo mudou a discussão a respeito do percentual de reajuste dos vencimentos para uma discussão do parcelamento da medida.
Mauro Rubem (PT) e Major Araújo (PL) também contestam a proposta.
“O governo tem dinheiro em caixa. Pode sim não só pagar a revisão de uma vez, como também pagar os atrasados. Podia estar discutindo o parcelamento dos atrasados”, diz Rubem.
Líder do governo na Assembleia, o deputado Wilde Cambão (PSD) defende o projeto. “Lógico que a discussão em defender o servidor é válida, mas temos que reconhecer que não temos mais um estado de calamidade. Temos que reconhecer. Hoje somos exemplo para o país”, afirma ele.
O projeto foi relatado pelo deputado Coronel Adailton (Solidariedade). Major Araújo (PL), Antônio Gomide (PT), Mauro Rubem (PT), Gugu Nader (Agir), Lincoln Tejota (UB) e Delegado Eduardo Prado (PL) pediram vistas.