INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Audiência pública debate IA da Justiça Eleitoral que atua contra fake news nas eleições

Encontro deve ter a participação da OAB-GO, MP, Defensoria Púplica e representantes da sociedade civil

Audiência pública debate IA da Justiça Eleitoral que atua contra fake news nas eleições
Audiência pública debate IA da Justiça Eleitoral que atua contra fake news nas eleições (Foto: TRE-GO)

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO) realiza nesta terça-feira (17) uma audiência pública para apresentar e debater o Sistema GuaIA, uma inteligência artificial desenvolvida com a Universidade Federal de Goiás (UFG) voltada ao combate às fake news e deepfakes, sobretudo no período eleitoral. O encontro acontece às 15h no Auditório Levino Emiliano dos Passos, na sede da Corte, em Goiânia.

Segundo o TRE, a ferramenta ainda está na fase de construção. Ela visa monitorar e combater a disseminação de desinformação durante o processo eleitoral e contribuir para a confiabilidade das informações que circulam no ambiente digital.

Devem participar da audiência pública representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), Defensoria Pública do Estado de Goiás, Procuradoria Regional Eleitoral, Ministério Público do Estado de Goiás, diretórios de partidos políticos e demais instituições que integram o sistema de Justiça. Representantes da sociedade civil em geral também são esperados. A Corte espera receber sugestões e contribuições para o aprimoramento do sistema, após apresentar as fases de implementação do projeto, bem como os fundamentos técnicos e jurídicos que orientam sua construção.

Ferramenta

A ferramenta foi lançada em agosto de 2024 e foi finalista do Prêmio Inovação 2025, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Conforme o TRE-GO, a plataforma analisa publicações em sites, redes sociais, vídeos e áudios que possam ter sido manipulados com o intuito de gerar informações distorcidas sobre a Justiça Eleitoral e o processo democrático brasileiro. Após analisar o conteúdo e cruzar informações, a GuaIA atribui uma pontuação de 0 a 100 para medir o grau de veracidade das postagens.

Desafio

Enquanto o TRE se prepara, o TSE também atua para o que deve ser um dos principais desafios deste ano eleitoral: a deepfake, sobretudo na véspera do pleito. Para tentar combater essa ameaça virtual, a Corte aprovou, no começo do mês, uma série de regras para o uso de inteligência artificial (IA) durante as eleições gerais de outubro deste ano.

Entre outras coisas, a Corte entendeu de forma unânime pela proibição de publicações nas redes sociais de conteúdos modificados no período de 72 horas antes do pleito e 24 horas após a votação. O primeiro turno acontece em 4 de outubro.

Na ocasião, ocorre a eleição de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Conforme a decisão, a medida vale para alterações na imagem e voz de candidatos ou pessoas públicas.

Foram aprovadas várias resoluções durante a sessão. Entre elas, os provedores de IA também não poderão permitir sugestões de candidatos para votar, mesmo que o eleitor peça. Também ficaram vedadas publicações de montagens com candidatas que incluam fotos ou vídeos com nudez e pornografia.

Segundo o TSE, em caso de descumprimento, os provedores de internet poderão ser responsabilizados.

Ainda durante a sessão, os ministros também optaram por permitir manifestações espontâneas sobre conteúdo político. A medida vale em ambientes universitários, escolares e espaços de movimentos sociais durante a pré-campanha.

Deepfake

Sobre deepfake, trata-se de conteúdo de mídia (vídeo ou imagem) gerados ou manipulados por IA para que se pareçam reais. Estas podem sobrepor o rosto de uma pessoa no corpo de outra, alterar movimentos labiais ou clonar vozes com grande precisão.

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