COLUNA DO JOÃO BOSCO BITTENCOURT

Caiado defende mobilização nacional por reformas durante debate com presidenciáveis do PSD

Encontro entre presidenciáveis do Partido Social Democrático foi realizado em São Paulo

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Caiado afirmou que o Brasil precisa reagir ao que classificou como falta de direção política (foto divulgação)

Pré-candidato à Presidência da República, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu nesta sexta-feira (6/3) uma mobilização nacional para que o país avance em reformas estruturais. A declaração ocorreu durante debate entre presidenciáveis do Partido Social Democrático, realizado em São Paulo. Caiado afirmou que o Brasil precisa reagir ao que classificou como falta de direção política. 

“Acredito na ciência, na pesquisa e que nosso grande desafio é a energia e o limite da inteligência artificial. Temos tudo para avançar, mas o Brasil é um país que fica discutindo teses populistas, sem menor capacidade de dar um norte para os jovens, nem evoluir”, disse. Segundo ele, governadores e prefeitos enfrentam dificuldades para garantir políticas básicas, enquanto cresce a atuação de facções criminosas.

Promovido pela Fundação Espaço Democrático, o debate reuniu também os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Junior (Paraná). O encontro foi mediado pelo diretor de Redação do portal Poder360, Fernando Rodrigues, e abordou temas como segurança pública, políticas sociais, empresas estatais, gastos públicos e fortalecimento dos municípios.

Ao tratar de segurança pública, Caiado afirmou que não existe governabilidade sem controle da criminalidade e citou ações adotadas em Goiás, como a redução de índices criminais e o controle das penitenciárias. “Se for presidente, farei [a condução da área] com a mesma rigidez. O Estado não se ajoelha para o crime, ele tem que ser soberano em seu território”, afirmou.

Caiado ainda defendeu a autonomia dos estados e afirmou que o governo federal precisa contar com equipe técnica que conheça as diferenças regionais do país. “A pessoa tem de ter humildade para governar. Governa-se com os melhores ministros, que sejam competentes na sua área. Aí acredito que nós vamos achar a solução para o Brasil e não uma dose única de um único medicamento para o Brasil inteiro”, disse.