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Caiado defende uso das Forças Armadas contra o crime organizado: “falta coragem”

Em sabatina, ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, defende, dentre outros pontos, regras mais rígidas no sistema prisional

Ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado
Político reforçou discurso de enfrentamento às organizações e defendeu medidas rígidas na segurança (Foto: Reprodução/YouTube)

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu o uso das Forças Armadas no combate ao crime organizado no Brasil, durante participação em sua primeira sabatina como pré-candidato à presidência, na noite da última segunda-feira (6/4). Durante entrevista ao programa Frente a Frente, da Folha de S. Paulo e do UOL, o político reforçou o discurso de ‘mão pesada’ e defendeu medidas rígidas na área da segurança pública.

Caiado afirmou que o poder público dispõe de instrumentos suficientes para reagir ao avanço das facções criminosas, mas que ‘falta determinação política’. “O Estado é muito maior do que o crime, o que falta é coragem”, declarou. Segundo ele, caso chegue ao Palácio do Planalto, vai “resgatar a segurança pública do Brasil”.

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Classificação de terrorismo

Para isso, Caiado defendeu a classificação das organizações criminosas com “terroristas”. Depois, falou sobre o uso das Forças Armadas para frear o avanço desses grupos nas diferentes regiões do país. “Eu preciso da Aeronáutica, preciso da Marinha. A Amazônia hoje é 100% dominada. Nos rios temos o Comando Vermelho, no ar temos o PCC. Hoje temos todos o território da Amazônia comandado pelas facções. Não é só no Rio. Sem contar a proliferação dessas facções em cidades como Salvador, Fortaleza, Natal e outras. Essa é a realidade”, pontuou.

Controle em unidades prisionais

Na sequência, o ex-governador de Goiás aproveitou para defender mais controle nas unidades prisionais, com restrição de visitas e comunicação de detentos com o meio externo. “Penitenciária vai voltar a ser penitenciária. Traficante não vai falar mais com meio externo, não vai ter visita íntima, não vai ter audiência sigilosa com advogado. Nós teremos total controle sobre a entrada de pessoas, então não teremos mais drogas ou armas circulando dentro das penitenciárias”, afirmou.

Operação no Alemão foi ‘sucesso’

Durante sua participação no programa, Caiado elogiou, ainda, a operação policial realizada em outubro passado nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que resultou na morte de 122 pessoas.

Ronaldo Caiado participou do programa Frente a Frente, resultado de uma parceria entre a Folha e Uol (Foto: Reprodução/YouTube)

“Foi a operação mais bem realizada estrategicamente no País. É invejável a estratégia daquela operação. A região mais habitada do Rio de Janeiro não contou com um civil envolvido”, disse. Ele acrescentou que as facções cpntam com armamentos de alto poder destrutivo, como fuzis calibre .50, além de drones utilizados para lançar granadas.

Insegurança x setor produtivo

O pré-candidato atribuiu a piora dos índices de segurança pública à “covardia” e ao “rabo preso” dos governantes. “Eu não tenho conivência com o crime, eu não passo a mão na cabeça de bandido”, declarou. O ex-gestor argumentou que a sensação de insegurança atinge a população e impõe custos elevados ao setor produtivo, que, segundo ele, destina mais de R$ 155 bilhões por ano para estruturas de segurança privada.

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