NOVOS TEMPOS

Caiado e outros governadores reeleitos e novos querem estabilidade financeira e política

Partido do governador de Goiás ocupa três ministérios de Lula

Governador reeleito está se recuperando de uma cirurgia de ponte de safena Posse de Ronaldo Caiado: veja horários, roteiro e participantes
Caiado (Foto: Governo do Estado)

Os novos governadores e os reeleitos, que tomam posse neste domingo (1º/1), buscarão por estabilidade política e financeira. Nos últimos quatro anos, as relações entre os chefes do Executivo estadual e o ex-presidente Bolsonaro (PL) passaram por tensões em diversos momentos. Ronaldo Caiado (União Brasil), por exemplo, chegou a romper com ele durante a pandemia da Covid-19.

E não só isso. Durante as articulações pela limitação do ICMS, Bolsonaro chamou Caiado de mentiroso. “Nesses três anos, o ICMS mais que dobrou o valor na ponta da linha. Tem um governador de Goiás que falou que eu estava mentindo, porque o percentual não tinha variado. Mentiroso é ele, porque o percentual realmente não variou. Além de ele cobrar em cima do preço final da bomba, é bitributado. Já está incluso o PIS/Cofins. Cobra em cima do imposto federal, em cima dos tanqueiros e em cima dos postos”, disse o então presidente na mesma época que falava da possibilidade de apoiar Major Vitor Hugo na disputado Estado – o que ocorreu.

Caiado apoiou Bolsonaro no segundo turno, ainda assim. Com a vitória de Lula (PT), todavia, o goiano foi um dos primeiros a parabenizar o petista em mensagem republicana. “Venceu o desejo soberano do povo brasileiro! Faço política com respeito à democracia. Parabenizo o presidente Lula e, como Governador de Goiás, continuarei trabalhando por parcerias para a melhoria da qualidade de vida dos goianos e apoiando o Brasil a superar desafios.”

A expectativa era de bom relacionamento, mas a realidade pode ter sido melhor. O União Brasil, partido da Caiado, compõe a base de Lula e ocupa três ministérios.

O novo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) – que foi ministro de Bolsonaro -, também busca cordialidade. No dia do pleito, ele falou em alinhamento e entendimento com o futuro governo Lula. Um mês depois, disse não ser “bolsonarista raiz”. Com a repercussão, precisou recuar e falar em gratidão a Bolsonaro.

Parte financeira

Mas além da questão política, a questão financeira também é a meta. No fim do ano, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aprovou projeto polêmico de taxação do agro em até 1,65%. O intuito é compensar, justamente, as perdas do ICMS por causa da limitação do governo federal.

Da mesma forma, Eduardo Leite (PSDB), eleito no Rio Grande do Sul terá uma compensação de R$ 4,1 bilhões por causa da privatização da Corsan, uma estatal de água e saneamento. Privatizações diversas estão no radar de outros governadores.